Resenha: Princesa Adormecida de Paula Pimenta

Título: Princesa Adormecida
Autora: Paula Pimenta
Gênero: Juvenil, Romance
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Páginas: 192
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Sinopse: Era uma vez uma princesa... Você já deve ter ouvido essa introdução algumas vezes, nas histórias que amava quando criança. Mas essa princesa sou eu. Quer dizer, é assim que eu fiquei conhecida. Só que minha vida não é nada romântica como são os contos de fada. Muito pelo contrário. Reinos distantes? Linhagem real? Sequestro? Uma bruxa vingativa? Para mim isso tudo só existia nos livros. Meu cotidiano era normal. Tá, quase normal. Vivia com meus (superprotetores) tios, era boa aluna, tinha grandes amigas. Até que de uma hora pra outra, tudo mudou. Imagina acordar um dia e descobrir que o mundo que você achava que era real, nada mais é do que um sonho. E se todas as pessoas que você conheceu na vida simplesmente fossem uma invenção e, ao despertar, percebesse que não sabe onde mora, que nunca viu quem está do seu lado, e, especialmente, que não tem a menor ideia de onde foi parar o amor da sua vida. Se alguma vez passar por isso, saiba que você não é a única. Eu não conheço a sua história, mas a minha é mais ou menos assim...

Acredito que todo mundo já conheça alguma história da Bela Adormecida e ultimamente vários contos de fadas estão sendo relançados de uma forma diferente. É o que acontece com Princesa Adormecida. Nele conhecemos Anna Rosa (que na verdade se chama Áurea), já com seus 16 anos, filha de um homem com uma importante família em um país totalmente desconhecido e mesmo que seu pai não seja o príncipe ou o rei, ele é de uma linhagem real. Por isso, ela se torna alvo de Marie Malleville, uma francesa louca que não aceita ter sido rejeitada por ele. Sendo assim, Áurea acaba tendo sua morte forjada e é levada para viver com seus tios no Brasil aos 5 anos de idade (e muda de identidade). Lá ela cresce, longe dos pais que ela acredita estarem mortos e em um ambiente superprotetor. 

Apesar de acreditar que é tudo coisa de sua imaginação, seus tios deixam claro que ela não pode contar nada sobre seu passado para ninguém, afinal sua captora ainda não foi encontrada e pode estar à espreita, mas esse detalhe não lhe é contado. Ela estuda em um internato só para meninas, é proibida de sair ou de falar com estranhos. Mas as coisas mudam quando ela completa 16 anos e alguém que se diz chamar Phil, começa a trocar mensagens pelo celular com ela. Eles logo parecem se apaixonar, mas nem sempre tudo é como um conto de fadas... 
De tanto viver enclausurada, você criou um mundo paralelo na sua imaginação e acha que a vida é um livro de princesas. Pois saiba que a realidade é diferente. Não existem príncipes destinados para nós desde o nascimento, nem bruxas malvadas, muito menos fadinhas para realizarem nossos sonhos. Na vida real, são os amigos que nos ajudam a conseguir o que queremos. Que nos dão força. Que salvam nossa pele nas épocas difíceis. É uma pena que você não saiba disso.
Sou grande fã da Paula Pimenta e por isso fiquei ansiosa por essa história, até porque adorei o conto dela da Cinderela (que aliás, tem uma pontinha nesse livro) no “Livro das Princesas”. A história me pareceu bem legal, mas ao mesmo tempo, não me conectei com a protagonista e acho que isso me impediu de gostar por completo do enredo. Anna Rosa é a típica adolescente e como cresceu “presa” dentro de casa, quando teve a oportunidade de conhecer um garoto, mesmo que através de mensagens, ela se empolga e solta mais do que eu acredito que deveria. Dá pra entender seu modo de agir, mas às vezes eu queria dar uma sacudida nela. 

Seus tios (Florindo, Fausto e Petrônio) são gente boa e a amam, mas são protetores demais. Acredito que a autora quis representar as três fadas madrinhas do conto original em seus tios. 

Não me empolguei muito com a história ou com os personagens, talvez porque eu tenha ido com muita expectativa. Eu adoro livros juvenis, mas infelizmente esse não foi como eu esperava. Não há um desenvolvimento maior da história ou personagens, o enredo não foi de todo consistente e muitas coisas aconteciam mais rápido do que deveriam. 

Apesar de tudo, eu gostei do livro e ele me prendeu numa leitura de algumas horas. Não achei maravilhoso (como todos os livros da Paula que eu li), mas gostei. Acho que alguns podem se identificar com algumas coisas. Eu só achei que ficou faltando algo e também não achei os personagens interessantes. Fica difícil gostar de uma leitura quando a protagonista não te agrada. 

A narração é em primeira pessoa, o livro tem folhas amarelas e a fonte eu não curti muito, mas tem um bom tamanho de letra. De acordo com o diálogo a diagramação das páginas muda. Por exemplo, quando há a troca de mensagens pelo celular, há balões com a conversa. Quando há a troca de bilhetinhos na aula, um pedaço de papel rasgado. E assim vai. A capa é linda e combinou muito. Parece uma tela pintada à mão de uma jovem adormecida de cabelos loiros, segurando seu celular sobre o corpo. As cores escolhidas para a imagem e título, verde, amarelo e azul, contrastaram de forma bela. 

Eu gosto quando um livro me faz sentir alguma coisa, seja ela boa ou ruim, mas Princesa Adormecida, infelizmente não me passou emoção, que é algo que acho essencial numa história. De qualquer forma, recomendo para todos que gostam de romance, de contos de fadas e da Paula Pimenta, até porque a maioria dos leitores estão adorando a leitura.


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