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Resenha: A Batalha dos Mortos de Rodrigo de Oliveira

Título: A Batalha dos Mortos
Série: As Crônicas dos Mortos #2
Autor: Rodrigo de Oliveira 
Editora: Faro Editorial
Gênero: Terror, Suspense, Pós-Apocalíptico, Ação
Ano: 2014
Páginas: 310
  
Sinopse: Ano 2018. À passagem de um planeta próximo da órbita da Terra, o que era para ser um dia de festa... Pessoas do mundo inteiro prepararam-se para um espetáculo astronômico mas o evento se transforma num pesadelo. Um dia após à maior aproximação do planeta, um imenso calor sobrevêm e 2/3 de todas as pessoas do mundo transformam-se em zumbis. Em São José dos Campos, um grupo cria um centro de refugiados para milhares de pessoas... eles reuniram condições de sobrevivência com água, alimentos e criaram uma grande fortaleza. Agora dedicam-se a encontrar outros focos de resistência e ajudar peregrinos do grande apocalipse. Eles não sabem, mas essa pode ser a maior comunidade de vivos na face da terra. No entanto, próximo a eles, uma outra resistência - perversa e potente -, também cresce. Um grande Comando do Exército é tomado por criminosos do presidio de segurança máxima de Taubaté. Eles resistiram aos zumbis, escravizaram outros humanos e, fortemente armados, se tornam uma ameaça letal à comunidade vizinha. Uma batalha está para acontecer. Um cerco para salvar vidas. E em meio a isso, inúmeras histórias de pessoas vivendo em situações-limite, muito além da sua imaginação. Livro II da série mais original sobre Zumbis desde The Walking Dead!

Hey leitores! Como vocês estão? Eu estou ótima! Amo fim de ano e todo esse clima natalino... Mas o livro de hoje, A Batalha dos Mortos, não tem nada de "clima natalino", não mesmo! 

"E naqueles dias, os seres tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído dos carros, quando muitos cavalos correm ao combate."
Apocalipse (9:9) - A visão da guerra 

Esse é o segundo livro da saga As Crônicas dos Mortos, que é composta por cinco livros. A resenha do primeiro livro intitulado, O Vale dos Mortos, está aqui. Eu tento falar dos livros sem falar nada que comprometa o desenrolar da história, então eu acredito que mesmo que você não tenha lido o primeiro livro, pode ler tranquilamente esta resenha. A resenha, não o livro! Pois você só pode ler A Batalha, após ler O vale (somente pra via de entendimento da ordem cronológica dos acontecimentos). Eu preciso confessar, A Batalha prendeu bem mais a minha atenção que O Vale. Se o Rodrigo seguir nesse ritmo, não vejo a hora de ler, A Senhora dos Mortos.

A história...
A Batalha dos Mortos já inicia com a mesma tensão que terminou O Vale, o caos que está a vida dos nossos protagonistas Ivan e Estela e todos os moradores do Condomínio Colinas em São José dos Campos - SP (local em que Ivan e todos os outros sobreviventes, conseguiram transformar em refúgio após toda a loucura em que se transformou o planeta). O mundo não é mais o mesmo, após o aparecimento do planeta Absinto, ele não se extinguiu, mas Absinto trouxe algo tão igualmente pior que a destruição do planeta, causou a transformação de humanos em horríveis criaturas, que em O Vale foram denominados, zumbis. 

Em A Batalha, Rodrigo nos permite saber um pouco sobre, como ficou o mundo fora dos muros do Condomínio Colinas. Nós conhecemos novos personagens, dentre eles, uma das que eu considero um dos principais, que narra a grande maioria dos acontecimentos desse livro, e acredito que vá aparecer mais ainda no terceiro livro, Isabel. Ela é uma mulher "especial", e descobrimos isso no decorrer da leitura. Através dela, Ivan e sua "comunidade", tomam conhecimento de uma outra resistência, só que esta, composta por criminosos do presídio de segurança máxima da cidade de Taubaté - SP. Conseguem imaginar? Uuuuuiii que medo! Eles tomaram um grande Comando do Exército! Criminoooosos! Livres! Lá, diferente da comunidade formada no Condomínio Colinas, após a chegada de Absinto, eles passaram a escravizar outros humanos. E quando Ivan descobre isso, é claro, com a ajuda do seu "pessoal", vai tentar resgatar essas pessoas e, é aí, que a história continua...

"- Estela, eu sou muito grata por tudo o que vocês fizeram, mas tenho alguns assuntos muito importantes para conversar com você e Ivan. Vocês teriam um instante amanhã cedo?
- Claro que sim, Isabel! - Estela respondeu, solícita. - Basta nos procurar na administração. É algo grave? - Ela teve um repentino mau pressentimento.
- Eu diria que é algo grave e perigoso - Isabel afirmou, séria. Decidira que estava na hora de falar a respeito de um animal chamado Emmanuel." 

O que eu amei...
Eu gostei muito de A Batalha dos Mortos. Me prendeu bem mais que o primeiro livro (que já achei bom). O Rodrigo é um escritor bastante perspicaz, com certeza ele estava atento ao feedback de O Vale dos Mortos, e em A Batalha, ele deu seu "toque de mestre". Fiquei interessada de verdade nas histórias paralelas, que acontecem ao redor da história central e como elas se interligam, queria saber tudo sobre a Isabel e sua família, e os outros personagens secundários. Achei incrível como ele soube "abrasileirar" as histórias sem ficar parecido com "novela da Globo", não me levem a mal, eu amo nosso país, e toda essa saga se passa no Brasil, o que é incrível! Mas nós vemos tantas histórias por aí, tão mal contadas que mais parece filme de baixo orçamento. E o Rodrigo conseguiu elevar isso a um novo patamar. Incrível!

Eu gosto de como a saga não é só sangue e mutilação, nós conhecemos os personagens, suas vidas, suas histórias, romances, trabalhos, frustrações, realizações, medos... Isso é importante, pois até os monstros de olhos leitosos e expressões ferozes, tem uma história. Outro detalhe que me deixou confortável, foi o autor dar uma explicação meio que "espiritual" a toda essa loucura. No primeiro livro, eu citei um quote que dava a entender isso, e eu torci que ele falasse um pouco mais sobre isso no segundo livro, e ele fez. Gostei muuuito!

"- Sinceramente, eu acho que todos precisamos manter a mente aberta. Afinal de contas, apenas um ano atrás ninguém imaginava que poderiam surgir zumbis matando pessoas por aí. Mas parece tão absurdo... Não poderiam ser cometas? - Estela sugeriu.
- Impossível. O comunicado dizia que os pontos luminosos se deslocavam a cerca de um décimo da velocidade da luz. Não existe nenhum tipo de corpo celestial que se desloque tão rápido. Sua velocidade era quinhentas vezes maior, em média, do que seria esperado de um cometa ou meteoro - Oscar foi categórico.
- Agora entendi por que você os chama de desalmados, faz sentido. - Ivan o fitava, pensativo." 
Eu também senti beeeem mais pavor nesse livro, é um suspense eletrizante, eu não consegui largar até o fim da leitura, e o melhor, diferente de O Vale, esse me deixou muito com o gostinho de quero mais, fiquei bastante curiosa e ansiosa por A Senhora dos Mortos. Queria poder colocar bem mais quotes, mas com um livro assim, fica fácil de dar um big spoiler.


E mais uma vez, (como sempre, com todos os seus livros), a Editora Faro fez um trabalho impecável com essa edição. Dá gosto de ler o livro. Capa e contra capa perfeitas, ilustrações incríveis, e também a cada início de capítulo ficaram muito bem feitas, muito boas fazendo referências a história. Páginas amarelas, fonte de tamanho adequado... E gente, eu preciso falar dos marcadores, que trabalho primoroso! Eu sou muito fã da editora, com certeza, na Faro, são todos verdadeiros leitores. Pois eles fazem um trabalho de verdade pensando em nós leitores apaixonados. Deixo aqui registrado o meu muito obrigada!


O que me incomodou um pouco...
Tenho pouquíssimas ressalvas. A primeira delas é que por mais que seja um livro de leitura fluída, um suspense eletrizante, algumas vezes quando o acontecimento estava no seu ápice, no meio tinha tantos detalhes descritivos, que eu meio que desacelerava, e eu não gostava disso, queria o frio na barriga em sua forma crua, e isso em alguns momentos devido às descrições, não rolou.

Outro incômodo, foi na verdade um personagem, a Isabel. Eu a achei tão contraditória que em muitos momentos, ela não parecia ser a pessoa descrita no início do livro. A única desculpa plausível que eu pude encontrar, foi que em situações de extremos, algumas pessoas agem de forma completamente oposta ao seu verdadeiro eu, OU, mostram o seu eu verdadeiro. Eu pensei por várias vezes, "que pessoa egoísta"! Isso me incomodou muito...

Melhor quote...
"Eram muitos, vindos de diversas direções. 'Ela' começou a sentir a respiração cada vez mais pesada e o corpo ficando entorpecido, junto com uma enorme vontade de vomitar. Sabia estar infectada, já vira aquilo acontecer. Em breve aquele pesadelo terminaria, e uma nova e desconhecida fase começaria. Pensou em se matar, mas não tinha coragem. Só rezava para que tudo acabasse. Tinha esperanças de que aqueles seres não guardassem lembranças, vontades ou medos. Fossem apenas cascas ocas e mortas." 


Resenha: Dark House de Karina Halle

Título: Dark House
Série: Experimente O Terror #1
Autora: Karina Halle
Editora: Única
Gênero: Suspense, Sobrenatural, Fantasia Urbana, Terror
Ano: 2014
Páginas: 352
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Sinopse: Há sempre algo fora do normal em Perry Palomina. Embora ela esteja vivendo uma crise ao passar pela síndrome pós-faculdade, assim como qualquer garota de vinte e poucos anos, ela não é o que chamaríamos de comum. Perry possui um passado que prefere ignorar, e há também o fato de que ela consegue ver fantasmas. Tudo isso vem a calhar quando se depara com Dex Foray, um excêntrico produtor que está trabalhando em um webcast sobre caçadores de fantasmas. Dex, que se revela um enigma enlouquecedor, arrasta Perry para um mundo que a seduz e ameaça sua vida. O farol de seu tio é pano de fundo de um mistério terrível, que ameaça a sanidade da moça e faz com que ela se apaixone por um homem que, como o mais perigoso dos fantasmas, pode não ser o que parece.

Perry é uma jovem de 22 anos insatisfeita com a vida, com o trabalho e com o fato de não saber que caminho quer seguir, além de ter sonhos super estranhos. Quando adolescente ela estava acima do peso e sofreu na escola por isso, nunca teve muitos amigos, os garotos nem chegavam perto, entrou em várias encrencas e sempre foi solitária. Hoje ela voltou a viver com os pais e a irmã mais nova Ada, que é o oposto dela e parece já ter encontrado seu caminho. Com apenas 15 anos, Ada tem um blog de moda que faz sucesso e ganha seu dinheiro com isso.


A vida de Perry muda quando sua família vai visitar o tio Albert, que vive com os filhos gêmeos e tem um farol abandonado e desativado há muito tempo em seu terreno. Sentindo que algo a chama para aquele lugar, ela resolve explorar o farol e sua vida muda para sempre. O local é sombrio, parece ter todos os sinais de “pare” ou “cuidado”, mas Perry resolve investigá-lo mesmo sendo apavorante. Lá ela se depara com Dex, que inicialmente não sabemos se é real, um fantasma, um assassino ou qualquer outra coisa horripilante. Ela passa por uma experiência apavorante.


Após filmar sua experiência naquele lugar, que parece assombrado, ela acaba fazendo sucesso na internet com sua postagem sobre o incidente que sofreu e com isso Dex, que descobrimos ser um produtor, a convida para fazer webcasts com episódios filmados no farol. Apesar do medo que Perry passou em sua primeira visita, ela sente que aquilo vai mudar sua vida pacata e sem graça e aceita. O problema é que ela vem sonhando e tendo visões que envolvem o farol e coisas arrepiantes sobre ele. E aos poucos também começa a sentir algo por Dex, que é uma incógnita, mas que de alguma forma parece ter uma ligação com ela e segredos sobre seu passado.


Um dos fatores positivos logo de cara é que a protagonista não é uma adolescente e sim uma jovem de 22 anos. Ela é um pouco ressentida em relação a irmã mais nova, porque ela sabe o que quer da vida, diferente de Perry. E é um pouco imatura em alguns momentos onde suspira pelo protagonista, o que de certa forma funcionou porque ela sempre foi ignorada pelos homens e não sabe como agir por nunca ter namorado. E ela tem um humor que me agradou bastante. O tipo de humor que beira o sarcasmo e que ela volta para si mesma, a quem ela acredita ser um desastre. Dex foi uma incógnita, misterioso, horas sorrindo e gentil, horas sério, confuso e assustador. 

A diagramação está perfeita pra mim, com nenhum floreio, simples, mas com o tamanho de letra que mais me agrada, pois leio mais na parte da noite e tenho miopia e fotofobia (sensibilidade a qualquer tipo de luz) e a leitura é boa com a luz acesa (coisa que nem todo tipo de papel permite), o texto afastado das margens. A capa é linda, linda, linda, amei a versão nacional (a original não chega nem aos pés). E é claro, o marcador do livro para ser destacado na contracapa dá aquele toque especial no livro. Mais uma vez parabenizo a editora por fazer isso com todos os seus livros, um exemplo que outras editoras poderiam aderir <3 


É um livro agradável, mas que eu gostaria que fosse mais assustador. Sou dessas que adora terror e suspense no pior nível possível, quanto mais assustador melhor rs. Mas, pra mim, foi mais leve do que eu gostaria. Para outras pessoas, ele pode ser assustador. 

Experimente o Terror é uma série longa, são 9 livros no total publicados no exterior (entre 2011 e 2014). É um pouco difícil imaginar como a série vai seguir em vários livros, mas pelo que vi, em cada livro vai haver um “novo caso” sobrenatural a ser investigado, além de ligar mais os personagens e o romance começar a aflorar. Ah, e além dos 9 livros, há 4 contos curtos entre um e outro. Os livros são muito bem avaliados pelos leitores no exterior. 

Foi um bom inicio de série e essa história não tem um final totalmente aberto, o caso do farol encerra e temos em aberto como seguirá o próximo caso. O bom é que acredito que a Única vai lançar os livros rapidamente como vem fazendo com outras séries, então mesmo a série sendo longa, se ela não demorar a ser lançada, fico mais tranquila. Recomendo para aqueles que gostam dos gêneros sobrenatural, suspense, um pouquinho de terror e romance.



Resenha: Medo de Michael Grant

Título: Medo
Série: Gone #5
Autor: Michael Grant
Editora: Galera Record
Gênero: Young Adult, Ficção Científica, Sobrenatural, Terror
Ano: 2014
Páginas: 448
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Sinopse: Já faz mais de um ano desde que todos os adultos simplesmente desapareceram. E apesar das mentiras, da praga e da fome que assolaram as crianças de Praia Perdida, de alguma forma elas foram capazes de sobreviver. No entanto, dessa vez as ameaças são ainda mais aterrorizantes do que antes. Dentro de LGAR, a Escuridão começa a dominar, e a luz do sol fica cada vez mais escassa. No escuro, enxergar torna-se impossível, assim como plantar e colher alimentos. O pânico e a ameaça da fome levam os moradores à beira da loucura.

Quatro meses se passaram desde o último livro e tudo parece estar em paz, mas é claro que num no mundo criado por Michael Grant, paz não é uma palavra recorrente e ela está prestes a acabar. Evitei ao máximo falar qualquer spoiler para quem não leu os últimos, já que esse é o 5º livro.

Ninguém com mais de 5 anos estava desarmado. Havia facas, facões, bastões de beisebol, cassetetes com grandes pregos atravessados, correntes e armas de fogo.

Há mais de um ano todos os adultos sumiram, ficando somente as crianças e adolescentes de até 14 anos no que elas chamaram de LGAR (Lugar da Galera da Área Radioativa). Depois de tudo que eles passaram, agora eles estão divididos em dois grupos: um na Praia Perdida e outro no Lago Tramonto, cada um liderado por alguém. Tudo está tranquilo nos últimos meses, mas a verdade é que não dá pra ficar totalmente despreocupado quando há a possibilidade de a Escuridão e Drake estarem vivos em algum lugar, só esperando para atacar. 
Merecia o inferno. E tinha a suspeita terrível de que o bebê dentro dela era o demônio enviado para leva-la até lá.

Além disso, quase todos humanos e criaturas vivas sofreram algum tipo de mutação e algumas das crianças tem poderes, desde mover coisas com a mente à super velocidade. Os animais também mudaram e alguns são terríveis, vemos desde cobras voadoras à insetos que comem os humanos de dentro para fora. Eles mais uma vez vão enfrentar vários problemas. E agora uma das meninas está grávida, só que o bebê está crescendo mais rápido do que supostamente devia e é certo que tenha poderes que parecem ficar mais forte com o tempo.

- Escuridão completa - disse Sam, para ouvir, para ver se conseguia aceitar. - Nada vai crescer. Não vamos poder pescar. Vamos... vamos vaguear no escuro até morrer de fome. As crianças vão deduzir isso. Vão entrar em pânico.
- Talvez a mancha pare.
Mas Sam não estava escutando.
- É o fim do jogo.

Após a parede que os cerca começar a mudar e escurecer, o pânico começa a invadir e o medo a tomar conta de todos. Como se não bastasse todos os problemas que enfrentaram, que estão enfrentando e os inimigos já conhecidos, um novo inimigo (completamente psicopata) com um grande poder, está surgindo e ele quer vingança contra aqueles que o ignoraram.

[...] Você sente o que essa escuridão faz com a gente? O modo como ela nos enclausura? De repente o pessoal percebe que está num grande aquário redondo. Medo do escuro, medo de estar trancado. A maioria vai ficar bem durante um tempo, mas o problema não é a “maioria”. São os elos mais fracos. Aqueles que já estão no limite.

A narração continua a mesma, sob a visão de vários personagens e isso não é confuso, na verdade é ótimo, porque uma história assim pede esse tipo de narrativa para sabermos o que acontece em todo canto. A única coisa que não entendi foi a capa nacional, que achei belíssima (prefiro as nacionais do que as originais sem graça), porque nos quatro livros anteriores a capa fez sentido pra mim, mas nessa há três criaturas das quais eu não consegui identificar na história. No máximo, os que parecem lobos, poderiam ser os coiotes (que falam e comem humanos), mas a do meio que mais parece um lobisomem ou algo do tipo eu não identifiquei. 

Algo que achei bem interessante é que haviam capítulos que mostravam o lado de fora do LGAR, da redoma/cúpula que prendia as crianças do lado de dentro e pudemos saber mais sobre o que acontecia do lado de fora. As pessoas sabiam que havia uma redoma ali? Alguém estava tentando fazer alguma coisa? Onde estavam os adultos que sumiram no dia que a redoma cercou Praia Perdida? O que acontecia com as crianças que completavam 15 anos e sumiam? Temos algumas dessas respostas e parece que teremos muito mais no último livro da série. 

A série Gone é aquele tipo de série que quando você acha que não pode mais ser surpreendido, você acaba sendo. O título faz jus a história. Claro que medo é algo que todos sentem desde o início de tudo, mas o MEDO com que se deparam nesse livro é mais horripilante.

[...] Drake não era Caine. Caine era um sociopata sem coração, implacável, que faria qualquer coisa para aumentar seu poder. Mas Caine não se jubilava com a dor, a violência e o medo. Por mais que fosse amoral, Caine era racional.

É incrível como o autor conseguiu fazer crianças, tão cruéis, maldosas, psicopatas, insanas e nesse livro (e em todos da série) eu fiquei apavorada com algumas coisas das quais elas eram capazes. Todo livro foi uma surpresa e nesse eu ficava esperando algo de bom acontecer (no sentido de o bem superar o mal), mas as coisas só desandavam e posso resumir tudo em uma palavra: CAOS! 

Mais um ótimo livro da série Gone e eu quero o último livro, Light (Luz) pra ontemmmm! Preciso desesperadamente saber como acaba essa história. O final foi WOW... PRECISO DO PRÓXIMO! Eu definitivamente recomendo a série para aqueles que como eu, amam coisas horripilantes, que tem estômago forte, que não tem problema com violência de todo tipo ou que não se assustam facilmente. Não é um livro para todo o público. A série Gone é sombria, pois envolve crianças tentando sobreviver, crianças matando crianças, crianças bebendo ou se drogando pra esquecer a vida sofrida que estão vivendo e muito mais. 

Eu tive alguns problemas ao longo da leitura, nem tudo foi perfeito, havia momentos que eu queria que a coisa seguisse e tinha um pouco de enrolação, pelo menos pra mim, que estava ansiando ação, ação e mais ação! Mas é uma série fantástica, que aprendi a amar desde o primeiro livro e acho que apesar de 6 livros no total, vale muito a pena ser lida. 



Resenhas dos anteriores:
  1. Gone (resenha da Renata - que criou o blog)
  2. Fome
  3. Mentiras
  4. Praga





Resenha: O Vale dos Mortos de Rodrigo de Oliveira

Título: O Vale dos Mortos
Autor: Rodrigo de Oliveira
Editora: Faro Editorial
Gênero: Pós-Apocalíptico, Terror, Ficção Científica
Ano: 2014
Páginas: 266
Sinopse: Com passagens por Brasília, Estados Unidos, China e França, O Vale dos Mortos baseia-se na profecia de que um planeta intruso ao sistema solar, ao raspar por nossa orbita, fatalmente desencadearia a transformação de grande parte da humanidade, não havendo lugar seguro, ambientes sem infecção, pois ela ocorreria simplesmente pela aproximação do astro. Pegos de surpresa, e tentando entender o que acontecia enquanto buscavam se salvar, um casal e seus filhos iniciam uma jornada para reestabelecer alguma condição de vida no que restou de seu próprio mundo. Uma história com muita ação, suspense, que vai deixar você eletrizado.

Olá leitores! Primeiramente... Saudade dos comentários, do carinho de vocês por aqui... Lembram da frase: "Leiam tudo! Sem preconceitos!" Então... Topei o "desafio" de ler um livro totalmente fora da minha "zona de conforto", com direito a zumbis e muuuuito sangue. Eu sempre leio de tudo, ou quase tudo, com as exceções de ficção científica, auto ajuda e terror... Questão de preferência, somente... Rs... Mas estou beeeem mais flexível... 

E o escolhido foi, O Vale dos Mortos, o primeiro livro da série do autor nacional Rodrigo de Oliveira (meu xará de sobrenome), que promete ter 5 volumes. E posso começar dizendo que eu realmente não esperava por nada do que li... Zumbis? Okay! Sangue? Okay! Muitas mortes? Okay! Porém, O Vale dos Mortos, tem muito mais do que isso... Tem até romance! Hahaha... 
A história...
"Uma imensa esfera avermelhada circulada por anéis azulados, que vista da Terra aparecia no céu quase duas vezes maior que a Lua, mesmo em plena luz do dia". O maior evento astronômico da história da humanidade... (descoberto e chamado pelos cientistas inicialmente de Hercólubos, mas ficou conhecido pelo nome "bíblico" Absinto), causou pânico em sua descoberta! 

Imagina você, você mesmo aí lendo essa resenha, descobrir agora, que todo o mundo, este mundo, o planeta terra, que todos "conhecemos", iria se extinguir, acabar, ser exterminado em uma imensa colisão com um planeta desconhecido, uma profecia dos livros mais antigos, se realizando... Seria um caos certo?! Foi o que aconteceu. Porém uns meses depois de muito estudo, os cientistas descobriram que aquele imenso planeta não iria extinguir a terra, passaria "raspando", e é claro, teriam consequências... Mudanças climáticas, problemas no sistema de comunicação... Mas não seria dessa vez que seríamos todos destruídos... Mas não foi bem assim o que aconteceu...

A Nasa previu, com "precisão", o dia ideal em que todos conseguiriam avistar a olho nu "o gigantesco visitante", a data, 14 de julho de 2018, um espetáculo para os olhos humanos. Logo no início, chegado o dia, o autor, já nos apresenta o que acontece com a chegada de Absinto, em algumas partes do mundo... Brasil, Estados Unidos, China, França... Chefes de estado, representantes políticos, seguranças... A maioria caindo catatônicos no chão e um tempo depois despertando, transformadas em criaturas grotescas, sem nenhuma humanidade, extremamente violentas e... famintas. Caçando e matando humanos... Como se fossem "zumbis"... 

Tem também uma passagem (que faço questão de citar, pois no meu entendimento, é importante para o desenrolar da história e responderá muitas perguntas futuras...) que acontece na NASA, que no momento era chefiada por Charles Bolden Jr...
Charles olhava preguiçosamente a tela... De repente, algo chamou sua atenção. Viu um pequeno ponto prateado, quase imperceptível, entrando na atmosfera do planeta Absinto. "Interessante", pensou Charles; devia ser um meteorito. Porém, logo em seguida viu mais outro, e em seguida mais outro, e foram aparecendo cada vez mais pontinhos na tela, penetrando no planeta por várias direções. Aquilo era muito estranho; o planeta estava sofrendo uma chuva de meteoros? Como eles não captaram nada antes?
O nosso casal protagonista, Ivan e Estela, juntamente com seus filhos, Aninha e Matheus, viveram toda essa jornada rumo a sobrevivência, em São José dos Campos, cidade do interior de São Paulo, que é onde se passa a maior parte da ação. É impossível desgrudar os olhos do livro (no meu caso, do iPad, pois recebi o livro em pdf) sem antes saber o que vai acontecer, fiquei presa a cada página "virada"...
O ser olhou para a família apavorada dentro do carro. Todos começaram a gritar é a falar ao mesmo tempo. Mas aquela criatura não entendia nada. Não havia nela nenhum sinal de humanidade. Nenhum sinal de sanidade. Apenas dois olhos brancos, leitosos, e emoldurados por um rosto feroz, alucinado. Olhos vazios e mortos. E, acima de tudo, olhos famintos.
Ivan é muito inteligente, audacioso, corajoso... Sua esposa Estela, também corajosa, esperta, perspicaz... A combinação perfeita. Eles, juntos, conseguem sobreviver a vários "ataques", fazer planos, manter seus filhos a salvo, ajudar outros sobreviventes, aprender como eliminar os "zumbis"... Enfim, a jornada de Ivan, Estela e seus filhos, pode ser resumida em uma palavra: sobrevivência! Eles ficam determinados a isso, sobreviver, ponto, não importam as consequências....
...Assim que eles entraram no veículo, Ivan pegou o celular e colocou uma música para tocar no MP3 Player.- Black Sabbath? – Estela perguntou, curiosa.- Sim. A canção é The Sign of the Southern Cross - Ivan entrou na avenida com o gigante de aço.- E do que fala essa música? – Estela quis saber.Ivan sorriu de forma significativa. Depois respondeu:- Fala que quando surgir um sinal misterioso no céu, a Besta estará livre para vagar sobre a Terra. E os homens terão que se unir para enfrentá-la...
O que eu amei...
Eu amei que o livro é narrado em terceira pessoa (eu confesso que não curto muito, prefiro primeira...) mas nesse caso gostei muito, foi fundamental para o desenrolar do livro, nesse determinado tipo de história, com muitos personagens, tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo, nós queremos saber o que se passa na cabeça de todos...

Eu também achei riquíssimo para o conjunto da obra, o trabalho de pesquisa do autor. Ele nos prende logo no início com relatos de teorias e fatos históricos, tudo com muito primor. E sobre quais seriam os prováveis presidentes de alguns países citados na história em 2018 (ano em que se passa a história), na minha opinião fez muito sentido... Seria uma previsão?  

A cidade de São José dos Campos deve se sentir bastante homenageada. Quando eu conhecer a cidade será impossível não fazer associações, vou pensar: "Cara! Dali daquele shopping, ou mercado, escola, livraria... Saiu uma horda de zumbis! Medo! "O Vale" é muito bem escrito, tem o tom certo de suspense, e faz com que queiramos sempre saber o que irá acontecer no próximo capítulo, no ritmo de um filme. Eu também gostei muito como o autor faz a ambientação, realmente consegui imaginar os lugares, compor os personagens... 

O que me incomodou um pouco...
Bom, eu sei que é puramente ficção e tal... Mas é tão bizarro que algo assim, digamos, "possa acontecer", que aquela "linha tênue", mas importantíssima da narração... Sabem?! Às vezes pode ter o efeito oposto, e se tornar engraçado, ao invés de temeroso... E eu confesso que em algumas "cenas", isso aconteceu comigo, eu dei algumas risadas ao imaginá-las... Olha que louco!  
E com isso, fiquei um pouquinho em dúvida de como eu me sinto em relação a história...

Tem também, os "pontos vagos", muito comuns em séries, é claro, não ficaram de fora. Eu sei que a maioria das questões serão respondidas... Mas ainda assim, é angustiante ler um livro de uma série que ainda não foi toda lançada... Eu sou muito curiosa! Arghhh... 

Melhor quote...
...Ivan levantou a cabeça e olhou para a sua amada; não conseguia mais lutar. Havia atingido o limite das suas forças e as criaturas ao redor já começavam a se recuperar. _Eu te amo, meu anjo. Espero te encontrar em um lugar melhor - Ivan falou, ouvindo os gemidos dos zumbis que se preparavam para cercá-los novamente._Eu também te amo. Sinto muito por tudo, me desculpe por ter falhado - Estela suspirou, esgotada...
Olhem! Até em um livro de "zumbis", tem romance... 
Brincadeiras à parte, eu super recomendo O Vale dos Mortos. E confesso que estou bastante ansiosa pelo restante da série! Torcendo que não demore... Ah! Em breve tem resenha de As Crônicas dos Mortos - Elevador 16 (é um conto da série O vale do mortos). O segundo volume que se chamará, A Batalha dos Mortos, tem previsão para julho/agosto desse ano. 

Descrição da capa: *A capa mostra uma estrada que leva a uma cidade devastada e acima uma imagem de alguém infectado, como um "zumbi". O título bem grande ao meio, divide essas duas ilustrações. 

*À pedido da Aninha, tentarei fazer ao final das resenhas, uma breve descrição das capas, para aqueles que visitam o blog e possuem alguma deficiência visual e querem ter uma ideia de como são as capas dos livros resenhados. (Andresa)

Sobre o autor:
O Vale dos Mortos é a obra de estréia de Rodrigo de Oliveira. O autor é técnico em publicidade e propaganda, cursou publicidade na Universidade Metodista e é graduado em Gestão de Tecnologia da Informação pela Universidade Paulista. Também é certificado especialista em gerenciamento de projetos pelo Project Management Institute sediado na Filadélfia / Pensilvânia. Rodrigo de Oliveira é casado, pai de dois filhos e reside em São José dos Campos, interior de São Paulo.