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Resenha: As Crônicas de Bane de Cassandra Clare, Maureen Johnson e Sarah Rees Brennan

Título: As Crônicas de Bane 
Autoras: Cassandra Clare, Maureen Johnson e Sarah Rees Brennan 
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural, Contos, Fantasia, Young Adult
Ano: 2014
Páginas: 392
Sinopse: Nesta edição ilustrada, são narradas as mais diversas aventuras do feiticeiro imortal Magnus Bane, das aclamada séries de Cassandra Clare. Entre escapadas no Peru e resgates reais na Revolução Francesa, acompanhe fragmentos da vida do enigmático mago ocorridos em diversos países e períodos históricos, com aparições de figuras conhecidas como Clary, Tessa, Will e Alec, personagens de Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais.

Magnus Bane sempre foi um dos meus personagens preferidos da Cassandra Clare, seja em Os Instrumentos Mortais ou As Peças Infernais. Ele tem uma personalidade única, peculiar e sua excentricidade chama a atenção. É difícil não gostar dele. Então, eu adorei saber que ela nos contaria mais sobre ele. As Crônicas de Bane conta várias histórias. Dez foram lançadas em formato digital, que agora sai na versão física com 11 contos. 


Em As Crônicas de Bane vamos conhecendo histórias de vários momentos e épocas diferentes da vida do feiticeiro mais amado no mundo criado por Cassandra Clare: Magnus Bane, o Alto Feiticeiro do Brooklyn. Os contos não foram escritos apenas por Cassandra Clare e quem está acostumado com a escrita da autora, percebe que há contos ou momentos que não é ela que escreve.

Nem todos os contos foram muito bons pra mim, eu já imaginava isso. Os que eu mais gostei foram os relacionados com os livros das séries Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais, é claro, afinal revemos personagens que gostamos ou conhecemos mais um pouco sobre eles. Descobrimos também como começou alguns relacionamentos do Magnus com outros personagens que já conhecemos. 

Como são vários contos independentes, não há muito que falar do enredo. Alguns contém algum spoiler para quem não finalizou as séries. Eu queria comentar mais sobre alguns personagens que aparecem e algumas situações, mas vou me limitar, pois acabaria falando de coisas que vocês podem ainda não saber. 


Quanto à diagramação, ele segue o mesmo estilo dos livros das séries, a letra num bom tamanho para leitura, o papel lux cream de 70 g/m² deixa o livro, apesar de grosso com sua quase 400 páginas, mais leve. A capa com holografia ficou linda. O modelo da capa me lembra do ator que interpretou Magnus no filme Cidade dos Ossos, mas não descobri quem é o modelo que a estampa. A cada capítulo há ilustrações como se fossem uma página de um quadrinho ou mangá, como podem ver na foto acima.


Recomendo para todos que gostam do Magnus, ou para aqueles que curtiram qualquer um dos livros ou série dos Caçadores de Sombras. Quem ainda não começou nenhum deles, deixe esse livro para o fim se não quiser saber spoiler. É um complemento muito bom para quem curte esse mundo. Agora é esperar pra ver se teremos mais Magnus Bane pela frente, porque livros sobre os Caçadores de Sombras é que não vai faltar no currículo de Cassandra Clare.

Resenha: Rani e o Sino da Divisão de Jim Anotsu

Título: Rani e o Sino da Divisão
Autor: Jim Anotsu
Editora: Gutenberg
Gênero: Sobrenatural, Romance
Ano: 2014
Páginas: 320
Sinopse: Quem não conhece bem Rani pode até achar que ela é uma adolescente comum, que mora em uma cidade do interior, acorda cedo para frequentar o ensino médio, e toca em uma banda de punk death metal com sua melhor amiga, Marina. Só que sua vida começa a se distanciar totalmente da normalidade quando, um dia, ao ir para a escola, ela resolve cortar caminho pelo cemitério, onde vê um garoto estranhamente bonito, vestido com roupas coloridas e tênis fluorescente, que a olha de uma maneira intrigante. Mais tarde, para sua surpresa, ela descobre que Pietro é aluno novo em sua classe. Dias depois, ele revela a Rani que faz parte de uma turma de excluídos, chamados Animais de Festa, uma facção de jovens (e nem tão jovens) seres sobrenaturais. E mais: que ela deve se juntar a eles, já que é uma xamã adormecida que precisa de treinamento imediato, pois está sob a mira de Aiba, um xamã poderoso que se alimenta da força vital de seus semelhantes. Cética mas curiosa, de repente ela se vê mergulhada em uma aventura com seus novos e estranhos amigos para encontrar o Sino da Divisão, o único artefato mágico capaz de derrotar o destrutivo e cruel Aiba.

Quando peguei e o Sino da Divisão para ler, não sabia o que esperar. Nem li a sinopse completa e solicitei o livro para resenha. Vi bons comentários e achei interessante ser um livro sobrenatural escrito por um autor nacional. 

Rani é uma adolescente de 15 anos comum que ama música, tem um estilo punk, uma banda de punk death metal com a melhor amiga Marina e na escola é uma aluna ok, que faz parte do time de futebol. Até aí tudo normal. Mas a entrada de um novo aluno em sua turma muda o rumo de sua vida. Ela descobre que criaturas sobrenaturais existem e que nada é como aparenta ser. Mas o pior é descobrir que é uma xamã e que o feiticeiro mais poderoso que se tem conhecimento há um bom tempo está matando todos os xamãs existentes e ela é um dos principais alvos. Com a ajuda da amiga e dos novos amigos sobrenaturais ela terá que aprender a usar seus poderes e a encontrar o único artefato capaz de derrotar Aiba. 

[...] Ninguém ali estava entrando em uma briga para salvar o mundo ou algo épico, o escopo da nossa batalha era muito menor. Lutaríamos contra Aiba para que pudéssemos nos reunir em Gertrudes, para tocar em uma banda de duas pessoas, ler quadrinhos e nos sentarmos no posto de gasolina. Pelas pequenas coisas que realmente importavam.

No começo da leitura eu não havia me empolgado porque Rani é um pouco descritiva e seu dia-a-dia estava sem nenhum acontecimento que chamasse atenção. Mas aos poucos, com a entrada dos seres sobrenaturais a história foi ficando interessante e foi ficando difícil parar a leitura. A história se passa em Graúna, cidade no interior de Minas Gerais e é interessante porque o autor sempre faz referências à cidade durante todo o livro, dizendo onde tem determinada coisa, o costume dos moradores, lugares importantes, etc. 

[...] comprovei que os Animais de Festa raramente tinham algum compromisso com a seriedade. Talvez fosse por isso que eu me sentia tão à vontade entre meus novos amigos, um grupo deslocado de todo o resto do mundo, mas que me acolheu de uma maneira que as pessoas normais nunca fizeram.

Rani é uma personagem que eu gostei, sem mimimi, engraçada e não se importa com o que os outros pensam dela. Pietro e o resto dos “Animais de Festa” fazem parte de uma facção de seres sobrenaturais. Além deles, existem mais dois grupos: “Corte das Linhas” e “Invisíveis”. Os “Animais de Festa” são os “perdedores” no mundo sobrenatural, enquanto a “Corte das Linhas” acredita que os seres sobrenaturais são melhores que os humanos e que devem reinar sobre eles e os “Invisíveis” tem o mesmo pensamento, mas são os de maior escalão e mais antigos.


Além da linda capa, que combina perfeitamente com o livro, a diagramação está muito legal. A cada capítulo um trecho de música (de rock, metal, etc) e ao longo do livro algumas anotações da protagonista, além de outras coisas. Voltando a capa, o fundo roxo, com detalhes pretos e laranja fluorescente é perfeito para o clima do livro. Na capa vemos o cemitério e outros elementos que aparecem no livro como o tênis fluorescente, o gato, a guitarra, a raquete, o pássaro, etc.



O livro tem um tom de humor e comédia. Havia momentos em que eu perguntava “Tá falando sério?” e depois começava a rir sozinha. Há momentos meio loucos e de zoeira pura (todos no bom sentido). Por exemplo, no livro aparece Lúcifer (aquele que comanda o inferno) e sabem o diz na plaquinha da casa dele? “Cantinho do Lulu” e como ele lhe recebe na casa dele? Com um pirulito de coração na boca. A loucura no livro é bem interessante, vemos desde os seres sobrenaturais mais conhecidos como vampiros, lobisomens, espíritos, demônios e outros que estamos menos habituados como dinossauros. Além disso, na visão do livro, vários acontecimentos na Terra foram causados por seres sobrenaturais e não pelos autores que ficamos sabendo nos livros de história. É tudo muito louco (mais uma vez, no bom sentido).

[...] A garota tremia da cabeça aos pés, mas fazia questão de nos acompanhar com a máquina fotográfica antiespíritos em sua mão... Eu era obrigada a admirar isso, a única pessoa normal em um grupo de esquisitos e que não me abandonava como outra pessoa teria feito. 

Gostei de todos os personagens, de Rani, Marina e dos ‘Animais de Festa’. Todos são interessantes e peculiares de sua forma. E o mais interessante neles é a amizade, união e lealdade que possuem com o outro. Outro ponto que destaco é que os seres sobrenaturais nesse livro não são como os que estamos acostumados. Vampiros não queimam no sol, apenas enfraquecem, lobisomens não estão nem aí pra lua cheia e por aí vai. 

Rani e o Sino da Divisão é um livro divertido, um pouco louco, com personagens inusitados (que vão desde satã a personagens icônicos da história do mundo), com muitas referências, mundos paralelos e tantas outras coisas que me surpreenderam que eu definitivamente recomendo! É uma leitura surpreendente, inusitada e interessante (e é livro único, amém).




Resenha: Dark House de Karina Halle

Título: Dark House
Série: Experimente O Terror #1
Autora: Karina Halle
Editora: Única
Gênero: Suspense, Sobrenatural, Fantasia Urbana, Terror
Ano: 2014
Páginas: 352
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Sinopse: Há sempre algo fora do normal em Perry Palomina. Embora ela esteja vivendo uma crise ao passar pela síndrome pós-faculdade, assim como qualquer garota de vinte e poucos anos, ela não é o que chamaríamos de comum. Perry possui um passado que prefere ignorar, e há também o fato de que ela consegue ver fantasmas. Tudo isso vem a calhar quando se depara com Dex Foray, um excêntrico produtor que está trabalhando em um webcast sobre caçadores de fantasmas. Dex, que se revela um enigma enlouquecedor, arrasta Perry para um mundo que a seduz e ameaça sua vida. O farol de seu tio é pano de fundo de um mistério terrível, que ameaça a sanidade da moça e faz com que ela se apaixone por um homem que, como o mais perigoso dos fantasmas, pode não ser o que parece.

Perry é uma jovem de 22 anos insatisfeita com a vida, com o trabalho e com o fato de não saber que caminho quer seguir, além de ter sonhos super estranhos. Quando adolescente ela estava acima do peso e sofreu na escola por isso, nunca teve muitos amigos, os garotos nem chegavam perto, entrou em várias encrencas e sempre foi solitária. Hoje ela voltou a viver com os pais e a irmã mais nova Ada, que é o oposto dela e parece já ter encontrado seu caminho. Com apenas 15 anos, Ada tem um blog de moda que faz sucesso e ganha seu dinheiro com isso.


A vida de Perry muda quando sua família vai visitar o tio Albert, que vive com os filhos gêmeos e tem um farol abandonado e desativado há muito tempo em seu terreno. Sentindo que algo a chama para aquele lugar, ela resolve explorar o farol e sua vida muda para sempre. O local é sombrio, parece ter todos os sinais de “pare” ou “cuidado”, mas Perry resolve investigá-lo mesmo sendo apavorante. Lá ela se depara com Dex, que inicialmente não sabemos se é real, um fantasma, um assassino ou qualquer outra coisa horripilante. Ela passa por uma experiência apavorante.


Após filmar sua experiência naquele lugar, que parece assombrado, ela acaba fazendo sucesso na internet com sua postagem sobre o incidente que sofreu e com isso Dex, que descobrimos ser um produtor, a convida para fazer webcasts com episódios filmados no farol. Apesar do medo que Perry passou em sua primeira visita, ela sente que aquilo vai mudar sua vida pacata e sem graça e aceita. O problema é que ela vem sonhando e tendo visões que envolvem o farol e coisas arrepiantes sobre ele. E aos poucos também começa a sentir algo por Dex, que é uma incógnita, mas que de alguma forma parece ter uma ligação com ela e segredos sobre seu passado.


Um dos fatores positivos logo de cara é que a protagonista não é uma adolescente e sim uma jovem de 22 anos. Ela é um pouco ressentida em relação a irmã mais nova, porque ela sabe o que quer da vida, diferente de Perry. E é um pouco imatura em alguns momentos onde suspira pelo protagonista, o que de certa forma funcionou porque ela sempre foi ignorada pelos homens e não sabe como agir por nunca ter namorado. E ela tem um humor que me agradou bastante. O tipo de humor que beira o sarcasmo e que ela volta para si mesma, a quem ela acredita ser um desastre. Dex foi uma incógnita, misterioso, horas sorrindo e gentil, horas sério, confuso e assustador. 

A diagramação está perfeita pra mim, com nenhum floreio, simples, mas com o tamanho de letra que mais me agrada, pois leio mais na parte da noite e tenho miopia e fotofobia (sensibilidade a qualquer tipo de luz) e a leitura é boa com a luz acesa (coisa que nem todo tipo de papel permite), o texto afastado das margens. A capa é linda, linda, linda, amei a versão nacional (a original não chega nem aos pés). E é claro, o marcador do livro para ser destacado na contracapa dá aquele toque especial no livro. Mais uma vez parabenizo a editora por fazer isso com todos os seus livros, um exemplo que outras editoras poderiam aderir <3 


É um livro agradável, mas que eu gostaria que fosse mais assustador. Sou dessas que adora terror e suspense no pior nível possível, quanto mais assustador melhor rs. Mas, pra mim, foi mais leve do que eu gostaria. Para outras pessoas, ele pode ser assustador. 

Experimente o Terror é uma série longa, são 9 livros no total publicados no exterior (entre 2011 e 2014). É um pouco difícil imaginar como a série vai seguir em vários livros, mas pelo que vi, em cada livro vai haver um “novo caso” sobrenatural a ser investigado, além de ligar mais os personagens e o romance começar a aflorar. Ah, e além dos 9 livros, há 4 contos curtos entre um e outro. Os livros são muito bem avaliados pelos leitores no exterior. 

Foi um bom inicio de série e essa história não tem um final totalmente aberto, o caso do farol encerra e temos em aberto como seguirá o próximo caso. O bom é que acredito que a Única vai lançar os livros rapidamente como vem fazendo com outras séries, então mesmo a série sendo longa, se ela não demorar a ser lançada, fico mais tranquila. Recomendo para aqueles que gostam dos gêneros sobrenatural, suspense, um pouquinho de terror e romance.



Resenha: Medo de Michael Grant

Título: Medo
Série: Gone #5
Autor: Michael Grant
Editora: Galera Record
Gênero: Young Adult, Ficção Científica, Sobrenatural, Terror
Ano: 2014
Páginas: 448
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Sinopse: Já faz mais de um ano desde que todos os adultos simplesmente desapareceram. E apesar das mentiras, da praga e da fome que assolaram as crianças de Praia Perdida, de alguma forma elas foram capazes de sobreviver. No entanto, dessa vez as ameaças são ainda mais aterrorizantes do que antes. Dentro de LGAR, a Escuridão começa a dominar, e a luz do sol fica cada vez mais escassa. No escuro, enxergar torna-se impossível, assim como plantar e colher alimentos. O pânico e a ameaça da fome levam os moradores à beira da loucura.

Quatro meses se passaram desde o último livro e tudo parece estar em paz, mas é claro que num no mundo criado por Michael Grant, paz não é uma palavra recorrente e ela está prestes a acabar. Evitei ao máximo falar qualquer spoiler para quem não leu os últimos, já que esse é o 5º livro.

Ninguém com mais de 5 anos estava desarmado. Havia facas, facões, bastões de beisebol, cassetetes com grandes pregos atravessados, correntes e armas de fogo.

Há mais de um ano todos os adultos sumiram, ficando somente as crianças e adolescentes de até 14 anos no que elas chamaram de LGAR (Lugar da Galera da Área Radioativa). Depois de tudo que eles passaram, agora eles estão divididos em dois grupos: um na Praia Perdida e outro no Lago Tramonto, cada um liderado por alguém. Tudo está tranquilo nos últimos meses, mas a verdade é que não dá pra ficar totalmente despreocupado quando há a possibilidade de a Escuridão e Drake estarem vivos em algum lugar, só esperando para atacar. 
Merecia o inferno. E tinha a suspeita terrível de que o bebê dentro dela era o demônio enviado para leva-la até lá.

Além disso, quase todos humanos e criaturas vivas sofreram algum tipo de mutação e algumas das crianças tem poderes, desde mover coisas com a mente à super velocidade. Os animais também mudaram e alguns são terríveis, vemos desde cobras voadoras à insetos que comem os humanos de dentro para fora. Eles mais uma vez vão enfrentar vários problemas. E agora uma das meninas está grávida, só que o bebê está crescendo mais rápido do que supostamente devia e é certo que tenha poderes que parecem ficar mais forte com o tempo.

- Escuridão completa - disse Sam, para ouvir, para ver se conseguia aceitar. - Nada vai crescer. Não vamos poder pescar. Vamos... vamos vaguear no escuro até morrer de fome. As crianças vão deduzir isso. Vão entrar em pânico.
- Talvez a mancha pare.
Mas Sam não estava escutando.
- É o fim do jogo.

Após a parede que os cerca começar a mudar e escurecer, o pânico começa a invadir e o medo a tomar conta de todos. Como se não bastasse todos os problemas que enfrentaram, que estão enfrentando e os inimigos já conhecidos, um novo inimigo (completamente psicopata) com um grande poder, está surgindo e ele quer vingança contra aqueles que o ignoraram.

[...] Você sente o que essa escuridão faz com a gente? O modo como ela nos enclausura? De repente o pessoal percebe que está num grande aquário redondo. Medo do escuro, medo de estar trancado. A maioria vai ficar bem durante um tempo, mas o problema não é a “maioria”. São os elos mais fracos. Aqueles que já estão no limite.

A narração continua a mesma, sob a visão de vários personagens e isso não é confuso, na verdade é ótimo, porque uma história assim pede esse tipo de narrativa para sabermos o que acontece em todo canto. A única coisa que não entendi foi a capa nacional, que achei belíssima (prefiro as nacionais do que as originais sem graça), porque nos quatro livros anteriores a capa fez sentido pra mim, mas nessa há três criaturas das quais eu não consegui identificar na história. No máximo, os que parecem lobos, poderiam ser os coiotes (que falam e comem humanos), mas a do meio que mais parece um lobisomem ou algo do tipo eu não identifiquei. 

Algo que achei bem interessante é que haviam capítulos que mostravam o lado de fora do LGAR, da redoma/cúpula que prendia as crianças do lado de dentro e pudemos saber mais sobre o que acontecia do lado de fora. As pessoas sabiam que havia uma redoma ali? Alguém estava tentando fazer alguma coisa? Onde estavam os adultos que sumiram no dia que a redoma cercou Praia Perdida? O que acontecia com as crianças que completavam 15 anos e sumiam? Temos algumas dessas respostas e parece que teremos muito mais no último livro da série. 

A série Gone é aquele tipo de série que quando você acha que não pode mais ser surpreendido, você acaba sendo. O título faz jus a história. Claro que medo é algo que todos sentem desde o início de tudo, mas o MEDO com que se deparam nesse livro é mais horripilante.

[...] Drake não era Caine. Caine era um sociopata sem coração, implacável, que faria qualquer coisa para aumentar seu poder. Mas Caine não se jubilava com a dor, a violência e o medo. Por mais que fosse amoral, Caine era racional.

É incrível como o autor conseguiu fazer crianças, tão cruéis, maldosas, psicopatas, insanas e nesse livro (e em todos da série) eu fiquei apavorada com algumas coisas das quais elas eram capazes. Todo livro foi uma surpresa e nesse eu ficava esperando algo de bom acontecer (no sentido de o bem superar o mal), mas as coisas só desandavam e posso resumir tudo em uma palavra: CAOS! 

Mais um ótimo livro da série Gone e eu quero o último livro, Light (Luz) pra ontemmmm! Preciso desesperadamente saber como acaba essa história. O final foi WOW... PRECISO DO PRÓXIMO! Eu definitivamente recomendo a série para aqueles que como eu, amam coisas horripilantes, que tem estômago forte, que não tem problema com violência de todo tipo ou que não se assustam facilmente. Não é um livro para todo o público. A série Gone é sombria, pois envolve crianças tentando sobreviver, crianças matando crianças, crianças bebendo ou se drogando pra esquecer a vida sofrida que estão vivendo e muito mais. 

Eu tive alguns problemas ao longo da leitura, nem tudo foi perfeito, havia momentos que eu queria que a coisa seguisse e tinha um pouco de enrolação, pelo menos pra mim, que estava ansiando ação, ação e mais ação! Mas é uma série fantástica, que aprendi a amar desde o primeiro livro e acho que apesar de 6 livros no total, vale muito a pena ser lida. 



Resenhas dos anteriores:
  1. Gone (resenha da Renata - que criou o blog)
  2. Fome
  3. Mentiras
  4. Praga





Resenha: Cidade do Fogo Celestial de Cassandra Clare

Título: Cidade do Fogo Celestial
Série: Os Instrumentos Mortais #6
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural, Romance
Ano: 2014
Páginas: 532
Sinopse: ERCHOMAI, Sebastian disse. Estou chegando. Escuridão retorna ao mundo dos Caçadores de Sombras. Enquanto seu povo se estilhaça, Clary, Jace, Simon e seus amigos devem se unir para lutar com o pior Nephilim que eles já encararam: o próprio irmão de Clary. Ninguém no mundo pode detê-lo — deve a jornada deles para outro mundo ser a resposta? Vidas serão perdidas, amor será sacrificado, e o mundo mudará no sexto e último capítulo da saga Os Instrumentos Mortais.

[...] Diziam que era melhor você conhecer seu inimigo, mas em que ajudava saber que a fraqueza de seu inimigo era a sua também?
É um momento sombrio para os Caçadores de Sombras. Em parte porque muitos terão um destino pior que a morte e por outro lado, porque terão que descobrir uma maneira de destruir de uma vez por todas o maior inimigo com quem provavelmente já cruzaram o caminho. Não há arma forte o suficiente feita pelas Irmãs de Ferro para ajudá-los e Clary, Jace, Isabelle, Alec e Simon terão que ir a um lugar, onde ninguém voltou vivo para contar história, para tentar destruir seu maior inimigo. 

Não vou focar muito na história para não dar spoiler desnecessário. A própria sinopse tem spoiler para quem não leu os anteriores, então vou fazer diferente e dizer o que gostei e não gostei no livro. 

O que gostei...
A entrada de novos personagens, como Emma Carstairs e Julian Blackthorn, que serão os protagonistas da nova série de Caçadores de Sombras da autora, a série “The Dark Artifices” que será lançada em 2015. Eles são ótimos e Emma me lembra muito Tessa (da série As Peças Infernais), o que é ótimo, porque ela é uma personagem que admirei muito. 

Ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiii todas as aparições e menções do Irmão Zacariah e de Tessa (personagens de As Peças Infernais). Quem já finalizou a trilogia As Peças Infernais, vai entender meu amor em relação à esses personagens (dei vários surtos no twitter enquanto lia e eles apareciam ou eram mencionados). Já falei em outra resenha mas, entre as duas séries já lançadas da Cassandra Clare, eu prefiro muito mais As Peças Infernais do que Os Instrumentos Mortais, apesar de amar essa última também. 

Outra coisa que adorei foi o fato de os principais acontecimentos da "guerra contra o mal" não acontecer nas últimas páginas, como na maioria dos finais de séries. Foi bom porque sobraram várias páginas para sabermos mais sobre o “pós-guerra” e o que acontece alguns meses depois. Esse livro foi como um "prólogo" para o que vem a seguir na próxima série “The Dark Artifices”.

O que não gostei tanto...
Fiquei chateada porque a edição está cheia de errinhos, como letras e pontuações apagadas, a letra do texto muito clara, o texto das páginas pares muito junto do miolo, dentre outros. Minha capa veio muito grudada no papel e ao abrir para ler, ficou com a marca de dobra onde não devia. 

Outra coisa que me incomodou um pouco é que havia momentos que eu queria mais ação, que as coisas acontecessem mais rápido, mas houve enrolação. Acredito que a história poderia ser contada em menos páginas. 

Heróis nem sempre são os que vencem. Algumas vezes, são os que perdem. Mas eles continuam lutando, continuam voltando. Não desistem. É isso que faz deles heróis.
#DICA: Para quem está lendo ou pretende ler Os Instrumentos Mortais e As Peças Infernais, sugiro que finalize a trilogia As Peças Infernais, antes de ler Cidade do Fogo Celestial, porque há spoiler na história. 

O final não foi exatamente um final completamente fechado, mas também não ficou aberto (eu sei que é confuso, mas pra mim foi bem isso rs). É difícil explicar, mas apesar da maioria dos acontecimentos e personagens terem um final de certa forma concreto, algumas situações parecem que irão se projetar no futuro, no próximo livro baseado nesse mundo. Então, posso dizer que foi um bom final para a série. Fiquei preocupada em ter um banho de sangue e muitas mortes para lamentar. Meu mantra durante todo o livro era "por favor, não mate esse personagem", "por favor, não mate esse personagem"... e felizmente o saldo foi positivo. 

Li sem muita expectativa porque os dois livros anteriores não me agradaram muito e isso foi ótimo, porque me surpreendi com algumas coisas e nem tanto com outras. Acredito que se eu fosse muito ansiosa ou esperando muito do livro, ficaria menos satisfeita com ele, mas gostei muito do livro, do final que alguns personagens tiveram, do epílogo e dos novos personagens que já estou louca para conhecer melhor na próxima série de Caçadores de Sombras, que se passará 5 anos após Fogo Celestial, ou seja, em 2012 com Emma Carstairs e Julian Blackthorn como protagonistas e eu já me apaixonei pelos dois, que tem um bom destaque nesse livro <3




Resenha: A Evolução de Mara Dyer de Michelle Hodkin

Título: A Evolução de Mara Dyer 
Série: Mara Dyer #2
Autora: Michelle Hodkin
Editora: Galera Record
Gênero:Sobrenatural, Romance
Ano: 2014
Páginas: 406
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Sinopse: As misteriosas e perigosas habilidades de Mara continuam a evoluir. Ela sabe que não está louca e agora precisa se prender desesperadamente à sanidade. Mara sabe que é tudo real: pode matar com um simples pensamento, assim como Noah pode curar com apenas um toque e que Jude, o ex-namorado morto por ela, está realmente de volta. Mas para descobrir suas intenções, deve evitar uma internação em um hospital psiquiátrico. Confusa com as paredes se fechando e ruindo ao seu redor, ela deve aprender a usar seu poder.

OBS: A sinopse contém spoiler do livro anterior, então caso não tenha lido, evite-a. Em relação a resenha, fiz de tudo para não contar nada que considerei spoiler.



Depois de ser encontrada gritando e tenho um ataque, devido aos acontecimentos no livro anterior, Mara Dyer acaba sendo internada contra sua vontade. Ninguém acredita em suas palavras e quando percebe que não há mais nada a fazer, a não ser fingir que inventou tudo para não continuar presa ali, Mara começa a ser atacada e receber mensagens de diversas formas da pessoa que mais teme. Ela deve manter tudo para si, para que não achem que enlouqueceu de vez. A única pessoa com quem pode se abrir é Noah. Ele também tem suas peculiaridades e promete não deixar nada acontecer a ela ou sua família, mas nem sempre ele estará por perto para protegê-la.


Mara passa a ter sonhos que mais parecem lembranças que não são delas, sonambulismo e aos poucos os dois vão descobrindo segredos de seus passados que podem estar relacionado a tudo que está acontecendo com eles no momento. A cada nova pista, mais perguntas. Além de toda a frustração por não descobrirem nada sobre o motivo de terem esses “dons”, eles terão que enfrentar ameaças e um inimigo que ninguém sabe que existe e que eles não fazem ideia de onde possa estar.

O livro continua sombrio, cheio de suspense, mistério e intrigas. A cada nova descoberta, mais perguntas surgem não só para os personagens, mas também para os leitores, que se forem igual a mim, vão tentar desvendar junto a Mara e Noah, seus passados e todas as coisas estranhas que acontecem com eles desde o primeiro livro.


Mara evoluiu de um livro para o outro, perdendo aquela dúvida que tinha sobre si mesma, afinal ela sempre achou que pudesse estar louca, tendo alucinações, quando na verdade o que estava acontecendo era real. A volta de alguém que ela não imaginava, a faz sentir medo constante, até porque essa pessoa está fazendo de tudo para perturbá-la e ela não pode contar sobre isso a mais ninguém a não ser Noah. Ela tem que parecer o mais sã possível na frente de sua família para não ser internada em um hospício.

A narrativa continua a mesma, com Mara nos contando sua história. Apesar das 400 páginas, a leitura flui muito bem, porque toda a trama nos deixa curiosos e presos do início ao fim para descobrimos todas as respostas que Mara e Noah procuram. Além disso, a narrativa da autora é muito boa, nos mostrando os pensamentos de Mara durante todos os diálogos. A diagramação é muito boa, com letras em bom tamanho, páginas amareladas, texto afastado da margem. Em meu exemplar, haviam algumas poucas palavras apagadas na impressão, mas nada que afete a leitura. 

Os capítulos finais foram de arrepiar, assustadores e bizarros! ADOREI! Li o livro em um dia (coisa que não faço há algum tempo), porque não conseguia parar de ler. Preciso da continuação pra ontem! Se recomendo a série? Com certeza!

PS: Mudei os quotes por fotos das passagens que gostei ao invés de digitá-las aqui rs.


Resenha: Inimigo Sombrio de Cate Tiernan

Título: Inimigo Sombrio
Série: Amada Imortal #3
Autora: Cate Tiernan
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural, Romance
Ano: 2014
Páginas: 322

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Sinopse: Natasya está de volta a River’s Edge, ainda se recuperando dos eventos traumáticos de Cair das Trevas. E, quem sabe, de um entendimento com Reyn, o gato escandinavo que fez parte da horda que destruiu o castelo de seu clã e matou toda a sua família. Só que quando representantes das oito casas imortais aparecem mortos e drenados de seus poderes, e os irmãos de River chegam ao retiro, ela descobre que há coisas muito mais graves em curso.

Resenha dos anteriores:


[Podem ler que não há spoiler, limitei-me sobre o que falar para não entregar nada] 

A série Amada Imortal tem um tom sobrenatural de uma forma diferente do qual estou acostumada. Nele, existem pessoas Imortais, que vivem anos, anos e anos e essas pessoas possuem certos poderes. Esses poderes podem ser Terävä, que envolvem mágick das trevas onde se retira poder das coisas a seu redor, roubando energia para aumentar seu poder ou Tähti, onde a pessoa canaliza o poder da terra, sem matar nada a seu redor. 

Depois de quase ser destruída e perder pessoas por causa da magick Terävä no livro anterior, Nas (apelido de Nastasya) está de volta a River’s Edge (um local onde imortais tentam se reabilitar) e terá que voltar a enfrentar o “deus” escandinavo Reyn, que faz seu coração acelerar e suas pernas tremerem toda vez que se aproximam e com quem tem um relacionamento um tanto incerto e complicado, devido a seus passados. Só que o pior ainda está por vir, quando aos poucos ela é acusada de estar provocando eventos que envolvem magick Terävä e representantes das casas imortais aparecem mortos e sem seus poderes. Como é que ela sairá dessa?
[...] Mas, então, estava tendo que encarar o fato de que ele estava no meu quarto e todos os pensamentos coerentes pareciam fugir. Ele fazia meu quarto parecer tão menor. Além do mais, você sabe, estávamos sozinhos, e havia uma cama bem ali. Só estou comentando. [Pág. 115] 

Inimigo Sombrio me conquistou desde o início, do mesmo jeito que os livros anteriores, porque Nastasya é uma personagem fácil de gostar. Sua narrativa em primeira pessoa fica interessante porque ela nos conta sua história sempre fazendo comentários sarcásticos, criticando ela mesma que sempre entra em confusão ou faz alguma coisa errada e é sempre engraçada. Eu adoro isso.

A diagramação segue o mesmo padrão dos anteriores com um bom tamanho de letra, texto afastado das margens e páginas amarelas. A capa é bem parecida nos três livros, o que as diferencia, além do título (obviamente), são as cores usadas nela. No primeiro temos uma floresta sombria ao fundo e ao redor galhos cinza e flores vermelhas. No segundo outra floresta de dar medo e ao redor pássaros e folhas em tom roxo e branco. E nesse último, mais uma floresta e ao redor folhas em tons brancos e rosas. Eu particularmente gosto dessas capas. A única coisa que fugiu do padrão foram as traduções dos títulos. No primeiro e segundo livros a tradução foi bem próxima ao inglês (Immortal Beloved e Darkness Falls), sendo que no último o título em inglês é Eternally Yours, ou seja, Eternamente Sua (ou Seu porque em inglês não dá pra saber o gênero), e o título nacional ficou Inimigo Sombrio. Não que isso tenha afetado alguma coisa, foi apenas algo que reparei e que na verdade combina bem com o livro rs.
[...] Você, eu, todo mundo aqui, todas as pessoas do mundo, os imortais, as pessoas comuns, todos são um trabalho em progresso. Alguns de nós têm um caminho mais longo a percorrer. Outros só andam para trás. Você está indo para a frente. Eu estou indo para a frente. E você não pode me impedir e nem a mais ninguém de... pensar coisas voas sobre você. [Pág. 146] 
Como nos livros anteriores, há momentos em que não há muita ação, mas nem por isso o livro deixa de ficar interessante. Há momentos em que somos levados ao passado e descobrimos mais sobre a vida dos imortais antigamente. Também conhecemos um pouco mais sobre outros personagens secundários. E conhecemos novos personagens, como os irmãos de River. Nas, mesmo com dificuldade, parece tentar encontrar um rumo para sua vida, seu passado. Reyn, continua o mesmo, horas romântico e sensível, horas sério e focado. O que me cativou desde o primeiro livro, além da trama, foram os personagens, o que eu acho fundamental numa leitura.

Minha única crítica é em relação ao final da história que foi um pouco corrida. O maior acontecimento foi no fim do livro e depois só sobrou mais um capítulo para finalizar a trama. Acredito que pra chegar no ponto que a história chegou no fim, deveria haver um maior desenvolvimento. Mas, gostei do livro e de toda a série e recomendo para quem gosta de livros com essa temática sobrenatural, mas sem aquelas criaturas que estamos acostumados em livros desse gênero.

Abaixo vocês podem ver as 3 capas nacionais para uma comparação.


Resenha: Duelo Ao Luar de Andrea Cremer

Título: Duelo Ao Luar
Série: Nightshade #3
Autora: Andrea Cremer
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural, Romance
Ano: 2014
Páginas: 448
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Sinopse: Calla finalmente conseguiu salvar Ren e convencê-lo a se unir aos Inquisidores. Mas, depois que ele se juntou à matilha, as coisas ficam estranhas entre ela e Shay, o novo progênito. Tanto Ren quanto Shay vão disputar entre si pelo amor de Calla, colocando-a em uma situação bem difícil. E para piorar, agora que os poderes de Shay estão se desenvolvendo, ela sente uma distância crescente entre eles. Dividida entre dois amores intensos, Calla nunca esteve tão confusa. Mas antes que possa fazer sua escolha, ela tem outras prioridades que precisam ser atendidas. Como a iminente guerra contra os Defensores. A única chance da matiha Nightshade sair vitoriosa é encontrando as diversas espadas da Cruz Elementar, e para isso, a ajuda de Shay é imprescindível. Mas será que Calla conseguirá liderar em meio a tantas desavenças? E qual dos dois pretendentes ela vai escolher? Neste último volume da trilogia Nightshade, a autora campeã de vendas segundo o New York Times, Andrea Cremer, cria um romane com reviravoltas e surpresas que vão deixar você com os nervos à flor da pele até a última página.

Duelo ao Luar é o terceiro e último livro da trilogia Nightshade. Não vou me aprofundar sobre a história, porque acabaria dando spoiler para quem ainda não leu e a sinopse já dá conta do recado. O foco do livro é na batalha final entre os Guardiões, Inquisidores e Defensores. Após os acontecimentos e segredos revelados no livro anterior, Calla consegue salvar Ren, e agora ele passa a viver sob o mesmo teto que seu rival, e também alfa, Shay. Daí vão surgir vários problemas para o triângulo amoroso, decisões terão que ser tomadas, estratégias para vencer a guerra serão tomadas, lutas a todo o momento, mortes para ambos os lados da batalha e muito mais! 
[...] Os dois alfas estavam mais uma vez disputando posição. Ambos esperando por mim. Ambos se odiando. Eu não podia mais suportar isso. [Pág. 137]



A narração continua em primeira pessoa sob o ponto de vista de Calla, o que dificulta ampliar nossa visão do ambiente e dos outros personagens. A diagramação segue o mesmo padrão que os anteriores, com um bom tamanho da letra e páginas amarelas. A capa foi criação nacional e combinou com o estilo das capas anteriores. 
- Não vou nem começar a explicar o quanto não estou brincando. Enquanto não escolher um parceiro, eu sou o único alfa aqui. Já deixei claro que não estou fazendo uma escolha agora. Os dois respondem a mim, Provem sua lealdade. [Pág. 45] 
O que me irritou em quase todo o livro foi a indecisão de Calla, que na verdade eu nem deveria chamar de indecisão, porque pra mim ficou claro desde o começo com quem ela queria ficar, mas ainda assim resolveu “não escolher” um dos dois até que a guerra que eles enfrentariam acabasse, com a desculpa de que, como os dois são Alfas, um deles iria embora se ela escolhesse o outro e os dois eram essenciais na batalha. 
Eu amava Shay. Sobre isso, não tinha dúvidas. Mas não podia negar o sentimento poderoso que tinha por Ren, ao desejo tão intenso que ele sentia por mim. Me perguntei se não haveria uma ligação entre nós que não poderia ser quebrada, vinda de nossos passados em comum, nascida da dor de nossas vidas como Guardiões. Essa ligação seria mais forte que o novo amor que havia nascido entre mim e Shay? [Pág. 25] 

O que eu gostei...

A história em si foi boa e bem desenvolvida e uma das coisas que mais gostei foi o fato das coisas não se resolveram no último minuto, como acontece com muitos livros. O livro tem ação do início ao fim, luta quase o tempo todo, a preparação para a batalha e a batalha em si tem seus momentos de destaque e foram bem elaboradas. 

O que eu não gostei...

O triângulo amoroso desnecessário (porque pra mim sempre foi óbvio com quem Calla queria ficar). 
Morte (s) desnecessária (s). Fiquei p da vida com a autora com alguns acontecimentos, mas fui preparada pra isso, porque fui avisada que não iria gostar de como acabava e já havia visto comentários em resenhas internacionais sobre ele há um bom tempo, então fui preparada para o que eu acreditava ser o pior e foi exatamente o que aconteceu. 
E não gostei do final em si. Gostaria que algumas pontas que ficaram soltas fossem resolvidas, mas a autora não seguiu com isso. Queria saber o destino de alguns poucos personagens e também não tive resposta. 

Não há mais o que falar sobre o livro sem dar spoiler. Mas deixo registrada minha revolta com o final, porque eu gostava da série. E que fique claro que muitos gostaram do livro, do final e recomendam a série. Apenas não funcionou pra mim esse último livro, infelizmente. Tanto que nos livros anteriores minhas notas foram muito boas, mas infelizmente para o livro final ela baixou muito.

Resenhas dos livros anteriores: 



Resenha: O Sacrifício (Hex Hall #3) de Rachel Hawkins

Título: O Sacrifício
Série: Hex Hall #3
Autora: Rachel Hawkins
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural, Romance, Young Adult
Ano: 2014
Páginas: 304
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Sinopse: Neste terceiro volume de Hex Hall, Sophie Mercer, com seus poderes reprimidos pelo Conselho dos Prodígios e mais vulnerável do que nunca, deve impedir a guerra épica que se aproxima. O único feitiço capaz de ajudar Sophie a recuperar os seus poderes está bem guardado no Hex Hall, onde tudo começou, protegido pelas malignas irmãs Casnoff. Acompanhada de sua melhor amiga-vampira Jenna, seu namorado Archer, seu noivo Cal (sim, a vida amorosa dela é complicada), e uma fantasma pentelha, Sophie travará uma batalha contra um exército de demônios. Mas mesmo com seus melhores amigos e aliados, o destino de todos os Prodígios está nas mãos dela, e somente dela.

Não há muito o que falar sem dar spoiler, já que é o último livro, então farei o máximo para não falar demais! Comecei a leitura sem lembrar quase nada que aconteceu no livro anterior (tenho essa tendência com sequências). Mas conforme fui lendo, recordei de algumas coisas, até porque o próprio texto trás umas lembranças à tona.

Sophie Mercer agora precisa encontrar sua mãe e salvar seus amigos, depois dos acontecimentos do livro anterior. O que ela não sabe é que seu passado não é o que ela acredita ser e que ela poderá ser a arma que estava faltando para uma guerra que se aproxima entre o bem e o mal. Sophie terá que ir até o inferno, literalmente, para tentar salvar seus amigos e todos com quem se importa.

[...] Mas a razão principal foi que acordá-la significava ter de dizer adeus, e dizer adeus para uma pessoa quando você está planejando entrar no inferno teria parecido meio... definitivo. [Pág. 242] 
Sophie continua a mesma adolescente atrevida, sarcástica e cheia de piadinhas. Conhecemos novos personagens e revemos alguns que já conhecemos. Meu personagem favorito durante toda a série foi Cal, que quase não aparece e nesse último gostei da Elodie (que eu odiava no primeiro livro). Não vou comentar muito sobre os personagens que voltam porque pode acabar sendo spoiler, já que não fica tão claro quem sobreviveu ou não no final do livro anterior rs. 

A narração continua sob a visão de Sophie e em primeira pessoa. A diagramação segue o mesmo padrão que os anteriores, com letra em um bom tamanho para leitura, texto afastado das margens, páginas amarelas. O livro é fino, 302 páginas, então a leitura é rápida. A capa segue o novo padrão, o que ótimo, porque eu não gostava nadica da capa roxa que lançaram no primeiro livro. 

Tem romance, um pouquinho de mistério e aventura. Não podia esquecer do triângulo amoroso que começou a tomar forma mais concreta no segundo livro. Sophie namora um e é noiva (arranjada) de outro... pois é! 
- Quando você vai perceber que Archer Cross não é uma boa? ... É um mentiroso e um imbecil e não é nem de longe tão engraçado quanto ele acha que é. E você está noiva do Cal. Vai dispensar um menino que cura qualquer ferida e é super gostoso? Eles não aparecem todos os dias. [Pág. 195]
Não sei o que foi dessa vez, mas os personagens não me cativaram tanto como nos livros anteriores. Talvez seja uma fase, mas ficou um pouco difícil acompanhar a história sem ter muita simpatia por eles. As piadinhas de Sophie já não tinham a mesma graça, achei bem bobinhas, quem sabe porque tive que ficar uns 8 dias sem poder ler e a leitura esfriou nesse tempo. 

Conforme fui lendo, já havia pensado na nota que daria ao livro, 3 corações, porque o livro foi bem morno do início ao fim, só que um acontecimento no final me fez querer tacar o livro longe (eu estava no ônibus lendo e uma lágrima ameaçava cair) e por isso, tirei mais uma estrela. Agora minha nota final será 2, porque me chateei muito com a autora por fazer isso. 

Como eu disse antes, pode ter sido o fato de eu ficar dias sem ler e interromper a leitura na metade (coisa que odeio fazer) e voltar a ler já sem vontade que me fez não curtir muito. O último livro me chateou muito, mas de maneira geral a série é legal. Não achei nada maravilhosa, mas é uma boa leitura para passar o dia.



Resenha: O Códex dos Caçadores de Sombras de Cassandra Clare e Joshua Lewis

Título: O Códex dos Caçadores de Sombras
Autores: Cassandra Clare e Joshua Lewis
Editora: Galera Record
Gênero: Sobrenatural
Ano: 2014
Páginas: 288
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Sinopse: A Clave tem o prazer de anunciar a mais nova edição no mais antigo e famoso manual dos Nephilim: o Shadowhunters’ Codex. Desde o século XIII, o códex vem sendo o mais jovem amigo de todo Caçador de Sombras. Quando você está cercado por demônios, é muito fácil esquecer os pontos mais obscuros da linguagem demoníaca ou a maneira mais rápida de parar um ataque de demônios Raum. Com o códex, entretanto, você nunca vai precisar se preocupar.
Agora em sua vigésima sétima edição, o codex abrange tudo: a história e as leis do nosso mundo; como identificar, conviver com, ou se preciso, matar a maioria dos coloridos habitantes deste mundo; qual ponta da estela você deve usar para se marcar. Suas tentativas de matar um vampiro ou um feiticeiro não serão mais atrasadas por intermináveis perguntas de seus recrutas: O que é um Pyxis? Por que não usamos armas de fogo? Se não posso ver um símbolo de um feiticeiro, há alguma forma educada de perguntar a ele onde a marca está? Onde conseguimos toda nossa água benta? Apostilas de geografia, história, magia e zoologia, todas juntas em uma só, o codex está aí para ajudar novos Caçadores de Sombras a navegar no belo, às vezes brutal, mundo que habitamos.
E para ninguém dizer que a Clave está desatualizada, ou, como dizem os jovens Caçadores de Sombras, “careta”, essa nova versão do Codex estará disponível não só na versão com a ligação de pele de demônio fechada magicamente, mas, também, numa versão moderna, usando todas as mais novas e emocionante técnicas de impressão atuais, incluindo alguns novos recursos, como uma capa firme feita de tecido, um revestimento à prova de poeira e informações sobre título, autor, editora, e muito mais escritos na capa. Você vai gostar de saber que ela cabe perfeitamente na maioria das mochilas e, ao contrário das antigas edições, ela não desliga mais sistemas de segurança.
As antigas gravuras também foram substituídas: em vez delas, você vai encontrar pródigas ilustrações feitas por alguns dos mais brilhantes artistas. Criaturas, armas, pessoas e lugares foram cuidadosa e precisamente descritos por Rebecca Guay, Charles Vess, Jim Nelson, Theo Black, Elisabeth Alba e Cassandra Jean. Os capítulos são graciosamente introduzidos pelos desenhos de Michael Kaluta, e durante o resumo do clássico de 2.450 páginas, A História dos Nephilims, você vai encontrar uma seleção das melhores e mais adoráveis ilustrações do volume por John Dollar.
Essa edição do Codex estará disponível nas bibliotecas dos Institutos e onde os mundanos costumam chamar de “livrarias” em fevereiro/março de 2014.
Essa será uma resenha um pouco diferente, afinal o Códex é algo único e acredito que uma resenha visual será mais apropriada. Quem já está familiarizado com o mundo dos caçadores de sombras criado por Cassandra Clare, sabe da importância que o Códex tem. Mas para aqueles que nunca ouviram falar, ele é "O manual" dos Caçadores de Sombra (se você ainda não sabe o que e é um caçador de sombras, você descobrirá isso no Códex).

Interior da capa e contra-capa com imagens coloridas

No Códex vamos saber mais a fundo tudo o que tínhamos dúvida ou que ficamos curiosos enquanto líamos os livros da série “Os Instrumentos Mortais” ou “As Peças Infernais”. Saberemos mais a fundo o que é um Caçador de Sombras, seu juramento, os nomes dos caçadores, suas armas/armaduras, as artes, demonologia (quais demônios existem, como matá-los, etc.). Saberemos mais sobre os integrantes do submundo (vampiros, licantropes, feiticeiros, etc.), sobre os anjos, mundanos e muitooo mais! A edição é cheia de desenhos, o que deixa tudo melhor explicado e mais bonito.


Clary, Jace e Simon já iniciam suas piadinhas (e é a partir daí que sabemos de quem é cada letra)

Anotações dos personagens no Códex

Fiquei babando pela diagramação do livro! Ele é cheio de ilustrações, do início ao fim, a capa com holografia igual aos livros da série! Tem tudo o que eu tinha curiosidade para saber sobre esse mundo! E uma das coisas que mais gostei: anotações dos personagens de “Os Instrumentos Mortais” nas páginas. Encontramos aquele sarcasmo já conhecido do Jace, piadas entre ele, Clary e Simon e muito mais! Nosso amado feiticeiro, Magnus Bane, também têm uma pontinha aqui.

Algumas imagens do interior para terem uma ideia de como é lindo <3 


Para mim o Códex é algo que deve ser lido com calma, pode levar dias, semanas, que seja, mas para aproveitar cada pedacinho, gostei mais de ler um pouquinho a cada dia. Ou também para acompanhar a leitura dos livros da série da Cassandra para quem ainda está lendo ou irá ler. É um excelente complemento. Se recomendo? Está brincando? É claro que sim! Todo amante do mundo criado por Cassandra Clare deve ter o Códex na prateleira!


"Questões" encontradas no Códex que Clary, Jace e Simon respondem com suas famosas piadinhas ou sarcasmo. 

Ah e não poderia esquecer das Marcas/Runas! Tem a listinha e o nome delas no Códex.


E então pessoal? Quem aí gostou do Códex? Está lindo não? *-*

[ENCERRADO] Sorteio de Marcadores da Série

A Galera me enviou marcadores do Códex e resolvi juntá-lo com outros das séries para um sorteio (infelizmente não tenho de Anjo nem Princesa Mecânica para completar)! Então, quem comentar nessa resenha até 30/04 poderá concorrer a esses 7 marcadores abaixo. E serão 2 ganhadores! Tenho dois kits desse esperando aqui. 


Para participar é simples: faça seu comentário referente a resenha (para a promoção só aceitarei comentários relevantes), divulgue a frase abaixo em alguma rede social (Twitter/Facebook/Etc) e junto ao comentário, poste o link direto de onde fez a divulgação. Vale UM comentário por pessoa. 

Comentei na resenha de #OCódexdosCaçadoresdeSombras do blog @leiturasefofura e concorro a marcadores! http://bit.ly/PVNpgz #Participe

PS: O resultado será dado até o dia 04/05 e avisarei o ganhador através da rede social que o mesmo divulgou a frase! Boa sorte!