Resenha: Brilho de Amy Kathleen Ryan

Título: Brilho 
Autora: Amy Kathleen Ryan
Editora: Geração Editorial
Gênero: Ficção Científica
Ano: 2013
Páginas: 354
Sinopse: A Terra não existe mais, e em duas naves que procuram um novo mundo no espaço, uma menina de 15 anos precisa casar e engravidar para garantir a sobrevivência da humanidade. Enquanto isso, uma sucessão de acontecimentos eletrizantes torna a jornada pelo espaço algo absolutamente imprevisto. Temas como religião, a escolha da mulher e a ideia de poder e dominação vão aparecendo muito suavemente articulados ao longo da trama, amarrando o leitor com surpresas e reviravoltas estonteantes. São temas universais, postos num livro por uma escritora surpreendente e que promete arrasar a cena literária a partir desta sua fantástica criação.

No futuro, a Terra foi devastada, a raça humana quase extinta e alguns dos sobreviventes vivem em duas naves no espaço: Empyrean e New Horizon. Na Empyrean conhecemos Waverly, de 15 anos e Kieran de 16, namorados e as crianças mais velhas da nave. Seu objetivo: casar e procriar. 

As naves já estão há mais de 41 anos no espaço e nunca se “encontraram”, mas após a descoberta de que na nave New Horizon as mulheres não conseguiram procriar e que estão sem crianças à bordo, ou seja, sem a chance de dar continuidade a vida humana, a Empyrean é atacada e tem suas crianças (todas meninas) sequestradas. E é aí que começa o caos. 

Todos tinham corrido para salvar seus filhos. Todo mundo tinha abandonado seus postos. Quarenta e dois anos de isolamento pacífico haviam feito deles totais incompetentes face ao ataque.

Em um mundo onde a perpetuação da espécie é essencial para a sobrevivência e para povoar a Terra Nova (as naves esperam voltar a Terra depois de quase 100 anos no espaço para dar continuidade à humanidade), nos deparamos com segredos, conflitos e ataques, sem saber quem está certo ou errado. A história já começa com ação após algumas páginas e é alucinante e horrorizante, parecendo um filme de ficção cientifica.

A narração é em terceira pessoa e dividida sob o ponto de vista de Waverly e Kieran. O bom disso é que sabemos o que acontece nas duas naves e isso é essencial. Enquanto Waverly tenta sobreviver e descobrir um modo de fugir, Kieran tenta liderar e ajudar a todos que sobreviveram na Empyrean, mas ele encontrará alguém que está contra seus planos e que fará de tudo para colocar todos contra ele e assumir uma posição de comando. 

Waverly é uma menina esperta que não caí tão fácil numa conversa. Os que comandam a New Horizon tentam fazer com que as meninas acreditem que estavam em uma missão de resgate e que a Empyrean não existe mais. Waverly e mais algumas poucas meninas não caem nessa e começam a planejar algo que as salve daquele lugar. 

Brilho tem mistério, segredos, injustiças, pitadas de distopia com opressão em mais de um lado, um pouco de romance, ação, experiência genética, assassinato, tortura, traição, reviravoltas e muito mais. Com esse tema de perpetuar a espécie, homens e mulheres convivendo num lugar confinado e outras coisas que não posso comentar, pareceu pra mim que mesmo sem dar destaque ou deixar realmente claro, há um tema polêmico entremeado na história, que seria o assédio/estupro. Quero ver SE e como será abordado isso mais pra frente. 

A leitura de brilho estava me agradando bastante até que chegaram as últimas 50 páginas e tudo desmoronou. Comecei a me incomodar porque a autora inseriu religiosidade mais pro fim, que em nada combinou com o toque científico que o livro tinha. Não tenho nada contra religião nem nada disso, só achei que não teve muito fundamento o que acontece mais pro final do livro. Além de que eu não consegui gostar de Kieran durante todo o livro, ele era muito inconsistente. Muito menos do casal Waverly e Kieran. Eles não combinavam e eu não conseguia ver nenhum motivo para torcer por eles. E ainda tem um possível triângulo amoroso que a autora quis colocar que não fez sentido pra mim.  

Minha nota que no início seria 4 caiu para 3 devido ao rumo que o final do livro tomou. Eu estava super empolgada lendo sem parar as 300 páginas iniciais e já ansiava pela continuação, mas aí esses problemas que citei acima foram aparecendo e me incomodando. Vou continuar a trilogia com certeza, mas não com a empolgação que eu tinha inicialmente. O segundo volume, Centelha, já foi lançado e em breve devo ler. Ainda não tem uma previsão para o terceiro livro. 




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