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[Sessão Pipoca] O Abutre


Ficha Técnica:
Título Nacional: O Abutre
Título Original: Nightcrawler
Ano: 2014
Diretor: Dan Gilroy
Elenco principal: Jake Gyllenhaal, Rene Russo, Riz Ahmed

Muitas produções aventuraram-se no submundo da mídia, mas nenhuma mostrou o presente como Nightcrawler.

Louis Bloom (Jake Gyllenhaal) é um homem solitário que vive de pequenos roubos. Desde sua primeira aparição, é perceptível que seus valores são falhos. 

Ao descobrir uma nova profissão, Lou é levado por sua ambição e acaba por adentrar em um universo obscuro e desonesto, onde o dinheiro dita e a vida não importa.

O personagem é fascinante e sua loucura, mesmo sendo completamente lúcido, chega a ser palpável. A transformação física de Gyllenhaal chama atenção, mas é sua mudança psicológica a mais marcante. É evidente que o ator estudou seu papel, transformando essa em uma de suas melhores (senão a melhor) interpretações. 


O Abutre é, claramente, de seu protagonista. Mas, isso não tira mérito de seu elenco coadjuvante que conta com Rene Russo em um grande retorno e com Riz Ahmed como parceiro de Bloom e alivio cômico.

A direção de Dan Gilroy, que também assume o roteiro, é surpreendentemente sutil. Tudo mostrado beira o absurdo, mas nada é julgado; nada é discutido. Fica por conta do espectador julgar e discutir o que foi exibido. Ao sair do cinema, a maioria do público irá sentir-se perturbado.

A fotografia é obscura e condiz perfeitamente com a solidão e frieza presente em quase todo longa. Há pouquíssimas cenas diurnas e, quando mostradas, são incômodas. É como se assistíssemos a um vampiro sendo exposto à luz.

Nightcrawler é um filme ousado e fascinantemente cínico. Um clássico instantâneo.



[Sessão Pipoca] Housebound


Ficha Técnica:
Título Nacional: Não tem
Título Original: Housebound
Ano: 2014
Diretor: Gerard Johnstone
Elenco principal: Morgana O'Reilly, Rima Te Wiata, Glen-Paul Waru, Ross Harper, Cameron Rhodes, Ryan Lampp


Poucos filmes são capazes de assustar e de te fazer rir na mesma proporção. Muitas das chamadas comédias de horror acabam por ridicularizar toda sua ideia, afinal, nem todos tem o talento e, principalmente, o timing necessários para realizar um filme desse estilo. É preciso muito cuidado para não transformar o longa em uma paródia de mau gosto. Mas acho que Gerard Johnstone já sabe disso.

Kylie (Morgana O'Reilly) é uma rebelde que, após explodir um caixa eletrônico, é sentenciada a 8 meses de prisão domiciliar, cumpridos na casa de sua perturbada mãe, Miriam (Rima Te Wiata). Porém, conforme o tempo passa, Kylie começa a questionar se sua casa é assombrada, após diversos acontecimentos estranhos.

A direção e o roteiro de Johnstone são inteligentes e Housebound lembra o Peter Jackson, também neozelandês, no início de sua carreira com filmes como Fome AnimalBad Taste e Os Espíritos. E isso é algo muito bom.


Morgana O'Reilly, assim como Rima Te Wiata, provou ser uma ótima atriz para comédias, com um timing afiadíssimo. O resto do elenco entrega atuações concretas e caricaturais, que combinam com o tom que o longa dita.

Com uma câmera frenética, marcante nas cenas de ação (que incluem uma luta envolvendo um cesto de roupas e um ralador de queijo!), um final seguro e um humor ácido delicioso, Housebound é um suspiro de originalidade e uma pequena pérola.


[Sessão Pipoca] Anjos da Lei 2


Ficha Técnica:
Título Nacional: Anjos da Lei 2
Título Original: 22 Jump Street
Ano: 2014
Diretores: Phil Lord e Christopher Miller
Elenco principal: Jonah Hill, Channing Tatum, Ice Cube, Wyatt Russel, Amber Stevens, Jillian Bell, Jimmy Trato

Anjos da Lei, adaptação da série homônima que lançou Johnny Depp, foi um grande sucesso de 2012, marcado pelo exagero e bromance entre os principais, que, como era esperado, gerou uma continuação desnecessária, mas superior ao primeiro.

Como é de praxe neste tipo de filme, o longa já começa com uma série de autorreferências, ridicularizando o fato de ser uma continuação e de ter a mesma trama do original. Há poucas diferenças entre as duas obras, sendo que a maior delas é perceptível quando Anjos da Lei 2 abandona o besteirol em excesso presente em 21 Jump Street e torna-se uma espécie de comédia romântica, focando nas desavenças de Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) até a inevitável reconciliação.



No decorrer de seus 112 minutos, 22 Jump Street perde seu fôlego, mas finaliza de forma satisfatória. Algumas cenas são extremamente ridículas (vide a luta de Jonah Hill), mas essa também é uma das grandes qualidades do filme, que abraça o ridículo presente na história e não tem medo de admitir o que é.


A direção da dupla Phil Lord e Christopher Miller é esforçada, mas, não consegue sustentar o longa ao longo de sua projeção, dependendo de Tatum e Hill. Os protagonistas são carismáticos e completam-se, assim como seus personagens.

Então, se estiver procurando uma comédia engraçada, que usa e abusa de seus atores principais e conta com créditos finais hilários, Anjos da Lei 2 é para você.



[Sessão Pipoca] Boyhood: Da Infância à Juventude


Ficha Técnica:
Título Nacional: Boyhood: Da Infância à Juventude
Título Original: Boyhood
Ano: 2014
Diretor: Richard Linklater
Elenco principal: Ellar Coltrane, Patricia Arquette, Ethan Hawke, Lorelei Linklater

Não existe, nem existirá, nenhum filme como Boyhood. Filmado ao longo de 12 anos, esse peculiar projeto poderia dar muito errado, mas, talvez, essa imprevisibilidade foi o que tornou o longa algo tão espetacular.

Como o próprio título indica, trata-se de um filme sobre a juventude de um menino, Mason (Ellar Coltrane). Acima disso, é um pedaço da vida de cada um que participou de sua produção; é a documentação da infância de dois atores que nunca mais serão vistos pequenos, apenas em Boyhood.

Assim como a sensacional trilogia do Antes, o roteiro é incrível e repleto de diálogos naturais e memoráveis. A direção de Linklater é impecável, onde ele opta por valorizar a simplicidade do cotidiano e admirar seus personagens.


As passagens de tempo são bem pensadas, assim como o resto do longa. Em momento algum parecem forçadas ou repentinas.

O elenco está primoroso. Patricia Arquette e Ethan Hawke (pais do protagonista) estão em perfeita sintonia com Coltrane e Lorelei Linklater (Samantha, irmã de Mason). Destaque para Arquette, excelente no papel, que provavelmente será indicada ao Oscar 2015.



A trilha sonora sonora vai de Coldplay à Daft Punk, passando por Foo Fighters, Paul McCartney, Lady Gaga e muitos outros. Além de músicas, o longa conta com diversas referências da cultura pop dos últimos anos, desde Harry Potter ao Obama.

Tudo é naturalista, nada é sensacionalista. E é aí que se concentra a beleza do filme. A experiência de assistir Boyhood é indescritível e é por isso que essa é uma obra única.




[Sessão Pipoca] Vizinhos


Ficha Técnica:
Título original: Neighbors
Título nacional: Vizinhos
Ano: 2014
Direção: Nicholas Stoller
Elenco principal: Seth Rogen, Zac Efron, Rose Byrne, Dave Franco, Christopher Mintz-Plasse

Neighbors é o tipo de filme que não agradará todos. Faz parte do conjunto de humor grosseiro, que tanto aparece no cinema americano, com suas piadas sobre sexo e drogas. 

Esta é a típica história sobre dois vizinhos em guerra: Mac (Seth Rogen) é um jovem pai em busca tranquilidade após a chegada de Teddy (Zac Efron) e sua fraternidade, todos em busca de festas e mulheres. Os dois tem seus ideais, mas nunca conseguem alcançá-los. O humor politicamente incorreto aparece como uma quebra desse ideal.


Em Vizinhos, a piada geralmente é autorreferente e seios, bundas e pênis nunca foram menos eróticos do que aqui. O longa é, basicamente, uma desconstrução de seus símbolos e atores. Efron, geralmente bom moço, surge como o abestalhado presidente da fraternidade, enquanto Rose Byrne é Kelly, mulher de Mac e sempre pronta para falar o que vem em sua mente.


E é claro que os estereótipos se fazem presentes durante a história. É o que filme propôs ser e não poderia ser de outra forma. Infelizmente, com tantas reviravoltas em sua trama, perde um pouco de sua credibilidade e se torna cansativo em certas partes.

Mas, no final, Neighbors é um filme, arrisco dizer, inteligente. Uma boa forma de entretenimento e diversão que, dentro de um mundo tão limitado, conseguiu destacar-se.



[Sessão Pipoca] Planeta dos Macacos - O Confronto


Ficha Técnica
Título Nacional: Planeta dos Macacos: O Confronto
Título Original: Dawn of the Planet of the Apes
Direção: Matt Reeves
Elenco: Andy Serkis, Jason Clarke, Gary Oldman, Keri Russell, Toby Kebbell, Kodi Smit-McPhee, Judy Greer
Estreia: 11 de julho de 2014 (EUA) e 24 de julho de 2014 (Brasil)
Sinopse: Dez anos após os eventos do filme anterior, César (Andy Serkis) e os demais macacos vivem em paz na floresta próxima a São Francisco. Lá eles desenvolveram uma comunidade própria, baseada no apoio mútuo, para que possam se manter. Enquanto isso, os humanos enfrentam uma das maiores epidemias de todos os tempos, causada por um vírus criado em laboratório, chamado vírus símio. Diante disto, um grupo de sobreviventes liderado por Dreyfus (Gary Oldman) deseja utilizar a usina hidrelétrica, mantida pelos símios, para restabelecer a energia elétrica, estando disposto a entrar em combate por ela, se for preciso. Só que Malcolm (Jason Clarke), que conhece bem como os macacos vivem por ter conquistado a confiança de César, deseja impedir que o confronto aconteça.

O filme Planeta dos Macacos: A Origem de 2011 deixou em seu final uma possibilidade de continuar a história quando um humano contraiu o vírus símio fabricado em laboratório. Passou-se 10 anos desde que esse vírus foi exposto a população humana e grande parte dela foi dizimada. Passamos a conhecer os sobreviventes que vivem em São Francisco, local onde também se passou o filme anterior, e conhecemos novos personagens. Esse grupo de sobreviventes está ficando sem energia e precisa reativar uma usina nos arredores... o problema é que para chegar lá, eles terão que passar pelo lar dos macacos e alguns deles não ficaram muito felizes em ver os humanos se aproximando de seu habitat. E isso vai acabar gerando uma guerra entre as duas espécies.  


Graças à minha mãe, eu já conheço a “franquia” de filmes do Planeta dos Macacos há muito tempo. Seu primeiro filme saiu em 1968 e passava há alguns anos atrás na tv aberta e eu assisti quando era criança com ela. Há grande diferença do enredo entre todos os filmes criados (teve outro em 2001), mas a ideia geral seria a dos macacos inteligentes e próximos de dominar (ou dominando) os humanos. A evolução da tecnologia deixou com que essa nova franquia ficasse bem mais próxima da realidade, pois os macacos parecem bem reais, não como nos filmes antigamente.


Andy Serkis é o destaque do filme, fazendo seu papel de César (o macaco que lidera os demais). Para quem ainda não viu ou sabe como são feitos os macacos do filme, eles não são feitos apenas por computação. Andy Serkis e todos os outros atores que interpretam os macacos, utilizam a “captura de movimento”, onde usam câmeras e sensores em lugares estratégicos e atuam normalmente, recebendo por cima desses movimentos depois a “carcaça” do macaco criado pelo computador. O ator já trabalhou com a técnica em filmes como Senhor dos Anéis (Gollum), O Hobbit (Smaug), King Kong (o próprio) e Planeta dos Macacos - a Origem (César). Fico chateada até hoje por ele não receber o reconhecimento em premiações por seus papéis, onde ele atua maravilhosamente, mesmo que seu corpo e rosto sejam substituídos por outros seres.



Não só ele, mas todas as atuações no filme estão de parabéns. Outros que interpretam os macacos e os humanos, como Jason Clarke que faz o protagonista e está muito bem, assim como outros secundários.


É um filme emocionante, com momentos belos e outros que mostram como pode funcionar a mente, não só humana, mas também dos animais, na situação pela qual eles passam. Houve momentos felizes, outros nem tanto. Meu personagem preferido sempre foi César, que nos cativa, sabendo o que é certo e errado e liderando sua imensa família para o caminho certo. Claro que tem as “ovelhas desgarradas” que acreditam em um futuro diferente, onde os humanos possam ser extintos e assim, vidas serão perdidas e vidas serão salvas quando a batalha entre as espécies iniciar.

Eu definitivamente recomendo os dois filmes da franquia e um terceiro já foi anunciado para (infelizmente só em) 2016. Já estou ansiosa pelo próximo! É um filme que te faz pensar, sentir, refletir... tem não só ação, mas também o lado “sentimental”.



[Sessão Pipoca] O Grande Hotel Budapeste


Ficha Técnica:
Título Original: The Grand Budapest Hotel
Título Nacional: O Grande Hotel Budapeste
Ano: 2014
Diretor: Wes Anderson
Elenco principal: Ralph Fiennes, Tony Revolori, F. Murray Abraham, Adrien Brody, Willem Dafoe, Bill Murray, Mathieu Amalric, Owen Wilson, Tom Wilkinson, Jude Law, Harvey Keitel, Edward Norton, Saoirse Ronan, Jason Schwartzman, Léa Seydoux, Tilda Swinton

The Grand Budapest Hotel é a mais nova prova de que a imaginação do Wes Anderson não tem fim. 

O longa gira em torno do concierge de um famoso hotel da Europa (O Hotel Budapeste), M. Gustave (Ralph Fiennes), e Zero (Tony Revolori), um jovem empregado do local. Conforme a história avança, os dois desenvolvem uma interessante amizade. Então, Gustave recebe uma herança de uma senhora rica recém-falecida, o que incomoda os familiares dessa, que tentarão de tudo para impedi-lo de receber o que lhe foi dado.



Dizem que filmes do Wes Anderson são pura estética e nenhuma história, mas esse não é o caso de O Grande Hotel Budapeste. É uma obra fascinante, repleta de detalhes mínimos que a tornam especial.

O elenco é fantástico, com nomes como F. Murray Abraham, Adrien Brody, Willem Dafoe (interpretando um vilão bem peculiar), Bill Murray, Mathieu Amalric, Owen Wilson, Tom Wilkinson, Jude Law, Harvey Keitel, Edward Norton, Saoirse Ronan, Jason Schwartzman, Léa Seydoux, Tilda Swinton e muitos outros.



Mas o destaque vai para Fiennes, que em nenhum momento do filme entrega uma atuação inferior à ótima, e para o novato Revolori.

Esteticamente, não deixa nada a desejar. Os cenários são lindos, especialmente o hotel, um deleite para os olhos. Colorido e com uma trilha sonora que serve como complemento às cenas, O Grande Hotel Budapeste é um longa impecável em todos os sentidos.




[Sessão Pipoca] O Homem Duplicado


Ficha Técnica:
Título Original: Ememy
Titulo Nacional: O Homem Duplicado
Ano: 2013
Diretor: Denis Villeneuve
Elenco principal: Jake Gyllenhaal, Mélanie Laurent, Sarah Gadon
Sinopse: Um professor de história depressivo descobre acidentalmente a existência de um sósia seu quando assiste a um filme. Ele passa a seguir este homem, transformando a vida de ambos.

Adam (Jake Gyllenhaal) é um professor de história que leva uma vida tão monótona quanto os padrões da história que ensina em suas aulas. Em um dia que resolve sair do comum, resolve assistir um filme que lhe fora indicado. Durante a exibição, percebe que um dos figurantes é idêntico a ele.


Com tantas perguntas em mente, Adam desenvolve uma fixação com o homem e faz de sua principal ocupação descobrir quem essa pessoa é. 

Villeneuve, diretor dos excelentes Prisoners e Incendies, tem uma história com um grande potencial, mas fez desse filme algo que prometeu muito e pouco cumpriu. Baseado em um livro de José Saramago, Enemy é um filme recheado de metáforas visuais que causam extrema estranheza.


O longa tem um bom tom de mistério em sua história, que segura o filme até o final. Com muitas reviravoltas, O Homem Duplicado é fascinante para alguns e entediante para outros.


Gyllenhaal entrega uma atuação concreta, sem surpreender, mas boa, que, infelizmente, não conseguiu fazer deste filme algo bom, surpreendente. Entregando mais perguntas do que respostas, Enemy se mostrou incômodo e um pouco reflexivo. Pena que este foi o pior trabalho de um excelente diretor.


[Sessão Pipoca] À Procura do Amor


Ficha Técnica:
Título Original: Enough Said
Título Nacional: À Procura do Amor
Ano: 2013
Diretora: Nicole Holofcener
Elenco principal: Julia Louis-Dreyfus, James Gandolfini, Catherine Keener, Toni Collette, Tracey Fairaway, Ben Falcone
Sinopse: A massagista Eva (Julia Louis-Dreyfus) é uma mulher divorciada e mãe solteira que teme a partida da sua filha para a faculdade. Ela logo começa um romance com Albert (James Gandolfini), um homem engraçado que está vivendo um momento muito parecido com o seu. Só que esse relacionamento será ameaçado com a chegada de sua nova cliente, Marianne (Catherine Keener), que é também ex-mulher de Albert.

A vida, seus conflitos e suas consequências.

Desde o final de The Sopranos e sua morte, James Gandolfini apareceu em 16 filmes, mas devo dizer que este é um dos melhores. E existem muitas razões para isso, mas o fato do filme ser muito parecido com a realidade e com o que somos ou queremos ser é o grande destaque. Porém, alguns podem ficar incomodados com a naturalidade com que tudo é mostrado.


Eva (Julia Louis-Dreyfus) é uma mãe divorciada que, em uma festa, conhece Albert (James Gandolfini) e resolve sair em um encontro com ele. Mas, após descobrir que sua recém-amiga, Marianne (Catherine Keener), é a ex-mulher de Albert, Eva fica dividida.


E Julia Louis-Dreyfus é indispensável para Enough Said. Sem ela, nenhum dos conflitos vivenciados pela protagonista seriam os mesmos. Louis-Dreyfus é como a alma do longa. Na verdade, todo elenco é indispensável. Vale a pena citar Gandolfini que, em um de seus últimos papeis, parece extremamente confortável com o personagem.


Nicole Holofcener, que também escreveu o roteiro, tem aqui, não uma direção extravagante e inovadora, mas algo tão simples que chega a assustar. 

À Procura do Amor é uma das melhores comédias românticas atuais, um filme que vai te deixar triste simplesmente pelo fato de ter acabado.